quarta-feira, 28 de julho de 2010

Saudade da minha Palma-MG.

A volta.

Quando eu voltar pra minha terra

vou bater nas portas dos velhos amigos

vamos juntos pra Rua do Ouro beber

na concha da mão a água da fonte do

cigano.

Quando eu voltar pra minha terra

vou correr pelos pastos verdes

atrás dos cavalos alados

espantar os passarinhos

 voar sem rumo contra o céu de palha

vou subir furtivo a torre da Matriz

tocar nos sinos as matinas

ouvir os sons se espalhando no fundo

subindo doce as paredes do meu vale


vou reviver do amor as primícias

nas choças cobertas de sapé.


Quando eu voltar pra minha terra

vou arrancar do peito esta saudade

vinda do exílio a que me condenaram.


Ah! quando eu voltar pra minha terra

tomara que não seja tarde demais.

                                                                              VHCarmo. – fev.2005.

2 comentários:

  1. A única coisa que reclamo do meu amigo é que, até agora, apesar do endereço enviado, ainda não me foi enviado o seu livro.
    Não sei também se tem recebido nossos comentários...

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  2. Quando voltar pra sua terra não será preciso bater na minha porta. Ela e meus braços estarão abertos pra te receber com um abraço.
    o amigo,
    beto.
    (mais uma vez, parabéns!)

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