sexta-feira, 23 de julho de 2010

Os jornalões não se emendam...

                                          O jornalista Carl Bernstein que desvendou o caso Watergate que levou o Presidente Nixon à renúncia nois EU, em sua recente passagem pelo Brasil afirmou que o abuso da liberdade de imprensa só serve “ao interesse da ignorância e  da tirania”. Para o americano os jornalistas deveriam “encorajar uma nova cultura de responsabilidade”, do contrário não mais “serão levados a sério” quando trouxerem “questões relativas à liberdade de expressão”. Referia-se, naturalmente, à mídia brasileira que ele demonstrou conhecer.
                                        O jornalismo no Brasil atravessa uma grave crise de credibilidade e responsabilidade. Apenas, cerca de sete famílias controlam, mediante monopólio, a imprensa no Brasil, colocando-se acima da lei e transformam suas redações em verdadeiros comitês eleitorais.
                                           O pior é que, assumindo um determinado interesse partidário, se acha livre para usar a tal “liberdade de expressão” da forma mais irresponsável possível.
                                           Seguidamente, e principalmente em período eleitoral, a mídia escrita não tem qualquer escrúpulo de manipular notícias, veicular denúncias falsas e promover o seu interesse partidário de forma privilegiada, em face daqueles de que divergem.
                                          Os jornalões usam as manchetes como panfletos políticos, ainda que a matéria (conteúdo) não se coadune com elas. Por outro lado, ousam expor determinados documentos forjados para sustentar a argumentação falaciosa.
                                          Em 25 de abril de 2009 a Folha de São Paulo publicou, com destaque e com comentários mordazes, uma ficha policial falsa do DOPS da Ministra Dilma Rousseff, sem o menor cuidado que lhe seria exigido. Nenhum repórter pesquisou no Arquivo Público de São Paulo para verificar se a imagem que receberam e publicaram era uma cópia autêntica. Depois de esclarecida a falsificação e o desmentido da Ministra, a Folha ficou devendo uma retratação e uma explicação que nunca vieram. Até hoje circula pela internet a tal ficha, exibição explorada pelos agentes do PSDB.
                                        A última ação enganosa da Folha foi a manipulação da pesquisa eleitoral, por seu Instituto Data-Folha, para favorecer o seu candidato, José Serra-PSDB/DEM-Arruda, chegando ao cúmulo de acrescentar 10 pontos percentuais a favor dele, quando os outros Institutos pontuavam, naquela oportunidade,  ligeira vantagem da candidata do PT. Não satisfeito o jornalão passou a fazer ameaças ao Instituto de Pesquisas Sensus, criando um verdadeiro mal-estar com os demais institutos.
                                       Os principais Jornalões (Estadão, Folha-Globo) e a podridão da Revista Veja, se encarregam de dar cobertura às ações criminosas dos grupos que atuam na internet em favor do PSDB. Por denuncia de Marcelo Branco, a Globo foi obrigada a retirar do ar um “jingle” de comemoração dos 45 anos da TV Globo que embutia de forma, disfarçada (nem tanto) propaganda pró-José Serra. O denunciante, daí em diante, foi vítima de ataques covardes do jornalão, inclusive do blogueiro Noblat  da Globo que criou um post hermético com o título “Censurem Dilma”, que imediatamente foi postado centenas de vezes por tuwiteiros da campanha do Serra, como RedePSDB e Tucanojr.entre outras contas. A tag #censuremdilma foi parar no Trending Tropics do twitter.
                                       Seria tedioso relembrar neste espaço a série de baixarias armadas pela mídia, porém cabe lembrar o curso que os jornalões dão a declarações mentirosas do candidato e acusações contra o PT, tentando intrigá-lo com a opinião pública e incutir nela o “temor” eleitoreiro contra Dilma Roussef.  É exemplo a absurda alegação de que o PT teria ligações com as FARC e com o narcotráfico.
                                        Finalmente é de se considerar a gravidade de que se reveste a ação da mídia, comprometendo o jornalismo brasileiro, de um modo geral. Na hipótese, bem possível de perder essa eleição, a mídia terá que reformular sua ação futura, sob pena de mergulhar numa descrença e desprestígio perigoso para a sua sobrevivência.  A derrota de 2006 não lhe serviu de advertência.
                                        A nossa imprensa tem um passado histórico de golpismo e de apoio a ditaduras e o seu discurso em defesa da Democracia soa falso.
                                        A gente repete aqui o que vimos afirmando: a oposição em desespero (pesquisa do Instituto Vox Populi publicada hoje já aponta vantagem de 6 pontos em favor da Candidata), vai apelar para todos os recursos possíveis e imagináveis, inclusive o da Justicialização das campanhas eleitorais e, como recurso extremo, pregar o golpe de estado. Quem viver verá. Este último recurso, porém, já não tem viabilidade, os quartéis atualmente têm ouvido mocos aos apelos golpistas. A conjuntura internacional os inibe.

                    A VITÓRIA DA DILMA ROUSSEF QUE SE DESENHA VAI SER A VITÓRIA DO POVO BRASILEIRO.VHCarmo.


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