Inegavelmente, Aécio Neves, ex-governador de Minas, é uma liderança séria e, por isso tem sua eleição para Senador daquele Estado praticamente assegurada. Por outro lado, é notório o seu desinteresse pela campanha do Caviloso Serra, da qual habilmente se afasta.
Naturalmente seria comprometedor para o ex-governador aparecer com Serra e seu Índio, quando estes se excedem em fazer declarações desastrosas e mentirosas que chocam os observadores isentos. Não foi sem motivo que ele se esquivou de ser vice na chapa do PSDB.
A tradição da política mineira repele esses tipos de ataques, ou seja, montagem de factóides, acusações sem prova e atribuição de dossiês inexistentes a adversários políticos. Aliás, já se afirmou alhures que o Zé Serra não faz adversários políticos ele fabrica inimigos.
O ex-governador Aécio Neves em entrevista à Revista Veja (a podridão!) frustrou o seu interlocutor, Fernando Melo, e afirmou entre outras coisas:
“O Lula é um fenômeno. O Lula não é uma coisa normal. O Lula é algo que no futuro os estudiosos os sociólogos vão analisar como algo que nuca aconteceu na História do Brasil”.
Essas declarações foram feitas quando o repórter tentava comparar a atuação de Lula em relação à candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff com a do próprio a Aécio em relação à Anastacia, apoiado por ele. Disse mais:
“Eu não me coloco no mesmo patamar do Lula”. “Porque o Lula na verdade representa o quê? Representa as aspiração de ascensão social de qualquer brasileiro”. “Quando as pessoas vêem o Lula, viajando pelo mundo, recebendo e sendo recebido por reis , por rainhas, por grandes dirigentes internacionais, enfim, o Lula caminhando por aí, as pessoas de alguma forma se vêem como (...) vêem naquilo a possibilidade também da sua ascensão, do seu trabalho, do seu campo profissional . É natural que ele tenha uma força política e nós respeitamos”.
Em outra declaração ao Portal Terra (quarta-feira 21/07), Aécio voltou a reconhecer a força política da candidatura Dilma Rousseff e creditou isto à popularidade do presidente Lula e afirmou:
“Eu concordo, isto não é demérito nem ofensa nenhuma. A candidatura dela reflete a popularidade do Presidente da República e a obra de seu governo . É legítimo isso”.
A gente mencionou no início deste texto a seriedade do político Aécio Neves que, infelizmente, colide com a pouca seriedade do Serra que, premido por sua falta de discurso, faz seguidas declarações afrontosas ao governo e à sua candidata, forçando sempre a realidade dos fatos e criando um clima de conflito.quando o Brasil convive em sua plenitude com as garantias constitucionais..
Ontem, na contramão, do ex-governador Aécio Neves, em encontro com o Grupo de Lideres Empresariais (Lide) atacou, de forma raivosa, a política externa do Governo Lula, repetindo a velha cantilena da direita obscurantista, reclamando da atuação do Brasil ao apoiar os nossos irmãos da América do Sul, deixando clara a sua vocação menor; a sua tendência vira-latista e subserviente.
Ora, por mais antilulista que se possa ser, não há como negar os êxitos do governo Lula na política externa, amplamente reconhecidos e merecedores de vários prêmios internacionais. Somente a falta de discurso e a pouca competência do Serra, para fazer as afirmações que ele fez.
Aliás, causa uma certa estranheza a atuação do Caviloso Zé Serra nessa campanha eleitoral; ele está se revelando um péssimo comunicador e, sobretudo, ainda não conseguiu encontrar um rumo para o seu discurso senão o de invectivar contra aqueles que ele sempre considera como inimigos pessoais e espalhar temores infundados. Repetição de uma velha tática já fora de moda que o povo repudia.
VHCarmo.
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