Um dos argumentos dos seguidores do Serra é que o êxito do governo Lula se deveu ao trabalho do governo anterior do rancoroso FHC que teria criado a estabilidade. Diga-se de passagem, que esse discurso está cada vez mais desmoralizado pelos fatos e por tudo que ocorreu desde o início da gestão Lula.
Uma das melhores análises sobre um dos aspectos relevantes dessa questão se encontra na entrevista “Um país para 190 milhões de brasileiros” da Candidata Dilma Roussef, incluída no livro “Brasil entre o passado e o futuro”, coletânea de análises políticas e econômicas promovida pelo sociólogo Emir Sader.
Olhem só o que ela disse:
"A alegada continuidade não foi automática nem lógica. Houve uma decisão política. Percebemos que a estabilidade é um valor funcional, no sentido de nos garantir margem de manobra na política e para a política. Para que tipo de política ? Para aquela que promove o desenvolvimento do pais e a melhoria das condições de vida da população brasileira, ou seja, a estabilidade para nós não é um valor em si, embora durante muito tempo, ela tenha sido tomada desse modo, até em função do nosso longo histórico de inflação estratosférica e idas e vindas do nosso crescimento econômico, o chamado vôo de galinha. É sintomático que a palavra desenvolvimento, que havia sido praticamente banida, tenha reaparecido conosco. A retomada da política industrial - outra expressão banida – talvez seja a mais significativa. Mostramos que é possível fazer política industrial com base no incentivo à inovação, no crédito e na política de desoneração fiscal.
Muitos diziam que só havia um jeito de as pessoas melhorarem sua situação, era através do mercado. E que se acreditássemos nisso, no final, todos seríamos salvos. Mas era impossível realizar política de habitação, porque não se podia subsidiar. Como construir casas para a população com renda até três salários mínimos, se o custo da casa não é compatível com a renda? A equação simplesmente não fecha. O mercado jamais resolveria este problema. Não se promove uma política de universalização sem subsidiar: é impossível no Brasil. Há elementos que compõem o custo do Estado, que devem ser feitos constando claramente do Orçamento. Saneamento, por exemplo, quem investe é o Estado. A visão de saneamento feito por empresas privadas, na prática, não avançou. Nós reservamos recurso para as empresas privadas investirem e nada aconteceu. É importante ter consciência disso, tornamos os subsídios novamente legítimos. Durante o primeiro mandato do Presidente Lula, fui chamada ao Congresso para explicar por que estávamos subsidiando o Programa Luz Para Todos, mas até agora não fui chamada por que subsidiamos, hoje, o Minha Casa Minha Vida. É sinal dos tempos, o consenso mudou”.
Impõe a gente acrescentar que, apesar da estabilidade que teria sido implantada, deve-se lembrar que ao término do desastrado governo neoliberal do FHC, a estabilidade já estava se esgotando, jutamente com o mercado: a inflação alcançara dois dígitos, a dívida externa , era tão alta, que se considerava impagável; a dívida interna ultrapassava mais de 55% do PIB, o FMI geria a nossa economia, a partir de escritório em Brasília e houve, até, grave apagão energético. Na plítca externa o Brasil era pouco respeitado.
Este ano está previsto um avanço do PIB da ordem de 7%, porém o desenvolvimento se está fazendo para todos e , de modo especial, para os mais pobres. Para estes o incremento é de nível "chinês". Assim se faz a inclusão social.
VOTAR NA DILMA E DAR CONTINUIDADE.
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