A volta.
Quando eu voltar pra minha terra
vou bater nas portas dos velhos amigos
vamos juntos pra Rua do Ouro beber
na concha da mão a água da fonte do
cigano.
Quando eu voltar pra minha terra
vou correr pelos pastos verdes
atrás dos cavalos alados
espantar os passarinhos
voar sem rumo contra o céu de palha
vou subir furtivo a torre da Matriz
tocar nos sinos as matinas
ouvir os sons se espalhando no fundo
subindo doce as paredes do meu vale
vou reviver do amor as primícias
nas choças cobertas de sapé.
Quando eu voltar pra minha terra
vou arrancar do peito esta saudade
vinda do exílio a que me condenaram.
Ah! quando eu voltar pra minha terra
tomara que não seja tarde demais.
VHCarmo. – fev.2005.
A única coisa que reclamo do meu amigo é que, até agora, apesar do endereço enviado, ainda não me foi enviado o seu livro.
ResponderExcluirNão sei também se tem recebido nossos comentários...
Quando voltar pra sua terra não será preciso bater na minha porta. Ela e meus braços estarão abertos pra te receber com um abraço.
ResponderExcluiro amigo,
beto.
(mais uma vez, parabéns!)