1. O cúmulo da desfaçatez foi o que a Folha de São Paulo exibiu na sua página A7 neste Domingo, 18 de julho. Até o título da matéria é risível:
“A Folha reafirma princípios editoriais. Projeto Editorial determina jornalismo crítico, prural, apartidário e moderno, compromisso firmado desde 1984”.
No cerne da matéria a Folha desafia a credulidade dos leitores:
“A Folha não apoia nenhuma candidatura; parâmetros ajudam a fazer cobertura isenta sem deixar de ser crítica”.
Até os paralelepípedos da Avenida Paulista ( se ainda os há) se desmancham em gargalhadas com as afirmações da Folha.
Por incrível que pareça este próprio numero dominical é um verdadeiro panfleto em favor do Serra e críticas, nem tão veladas, à Dilma Rousseff.
A abordagem do Comício da Cinelândia é uma tentativa clara de minimizá-lo e desmente o aleagdo apartidarismo. A Folha chega ao absurdo de negar a presença do povo. Teria sido um fracasso que beneficiou o candidato tucano. Segundo o Jornalão, quando Dilma e Lula discursaram já não havia ninguém, por causa da chuva. Mentira!
Este escriba, como já disse neste espaço, esteve no comício. Lamentei a chuva torrencial, mas no momento dos discursos havia muito mais de 10 mil pessoas em frente e nas imediações do palanque. A Polícia Milita avaliou em torno de 15 mil pessoas no desfile, quando a chuva ainda não se intensificara. Os vídeos distribuídos pelo Yootube estão na Internet e confirmam.
Essa é a isenção da Folha?.
Quando a FSP se atribui um compromisso, firmado em 1984, faz a gente duvidar. Antes daquele ano - pelo menos nisso ela diz a verdade -, foi a linha auxiliar da Ditadura Militar e, todo mundo sabe, foi também a articuladora da repressão violenta contra os opositores, chamados de “inimigos”. Nas suas repartições, em São Paulo, com sua ativa participação, se articulou a Operação Bandeirantes (OBAN), visando a eliminação dos “inimigos” da Ditadura militar no Cone Sul.
É um deboche a afirmação de apartidarismo da Folha. As pessoas de boa-fé, mesmo aquelas que adotam o candidato Serra, não podem negar que a Folha assume a candidatura do Caviloso. Se, pelo menos, a FSP confessasse: tudo bem; mas declarar apartidarismo, nesta questão, chega às raias do cinismo.
A FSP compete com o Globo e o Estadão no apoio a Serra e, o que é pior, são os métodos adotados para exercer essa opção. São: veiculação em manchetes de notícias sem fundamento, denúncias sem provas, omissões em relação aos êxitos e realizações do governo, falsificação de números e achincalhe de pessoas. Além do mais, esse veículos assustam os leitores com previsões catastróficas para o país, na contramão da realidade e da opinião dos analistas bem intencionados no Brasil e no exterior.
A matéria da Folha, alardeando seu apartidarismo, veio como reposta à declaração da Revista Carta Capital que tornou pública a sua adoção à candidatura da Dilma Roousseff, acompanhando a boa tradição da imprensa em todo mundo. A FSP prefere enganar os seus leitores e o faz, também, por seu Instituto de Pesquisa o "Data Folha".
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2. O Índio da Costa vem seguindo o seu cacique Serra: começou a aderir às baixarias. Ele declarou nesta sexta-feira este absurdo:
“O PT está ligado a FARC e ao narcotráfico”.
A Folha colocou em suas páginas essa barbaridade que, por tão absurda, o Partido dos Trabalhadores resolveu, por enquanto, não levar o Índio aos Tribunais. Mas ele não perde por esperar. Afirmações desse jaez constituem a difusão do “medo”, para assustar a classe média. Recurso fascista.
Esse selvagem é o que “caiu do céu”, no último momento para acolitar o Caviloso. É ele que se apresenta na chapa do PSDB/DEM-Arruda, com pretensão de governar esse país. Convenhamos não há a mínima seriedade nisso.
EM QUE PESE AO PARTIDARISMO DOS JORNALÕES, ESTÁ PINTANDO DILMA ROUSSEFF NO PRIMEIRO TURNO.
VHCarmo.
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