sexta-feira, 2 de julho de 2010

Serra e os movimentos sociais...

                                     As candidatas Dilma e Marina, em boa hora, se livraram do massacre que foi preparado para elas pela Senadora Katia Abreu (DEM) que, de modo estranhável, acumula o mandato de senadora com a função de Presidente da Confederação Nacional da Agricultura, órgão que reúne a casta dos latifundiários e ruralistas.
                                      Aliás, em texto publicado no JB, o grande jurista Dalmo Dalari, chama a atenção para esta esdrúxula e no mínimo antiética senão ilegal acumulação de cargos. A quem, afinal, representa a Senadora? O Estado- e o seu povo- pelo qual foi eleita ou a sua Associação patronal direitista?.
                                     A CNA tem se manifestado sempre contra os movimentos sociais, especialmente, contra o MST que é objeto da maior violência no campo, promovida por integrantes da CNA. Todo mundo sabe que o MST não é um movimento armado e está protegido por dispositivo constitucional. Os capangas dos latifundiários é que usam armas e têm o apoio dos sicários das polícias e, infelizmente, dos juízes locais, sempre pressionados pelos poderosos. Grande parte das terras que dizem defender contra o MST são apropriações de terras públicas. A maior parte de terras invadidas pelo Movimento são inexploradas e servem, apenas, como moeda de troca para o latifúndio. Quais são os assassinados no campo?
                                    Pois bem, o Caviloso Serra, único a comparecer no tal Encontro não deixou de mostrar a sua cara. Ao invés de reconhecer, como político que é, que o MST é um dos movimentos populares mais atuantes em defesa dos sem-terra e que tem conseguido, a duras penas, impulsionar a reforma agrária, ele parte para dizer impropriedades e atacá-lo.
                                     O Caviloso disse esta pérola de pronunciamento: “o MST é um movimento ideológico”.     Ora, qual o movimento social que não tem uma ideologia?   O Movimento dos “sem terra” tem, naturalmente, a ideologia que os impele a lutar pela reforma agrária, ou seja, pela alteração da propriedade fundiária mais injusta do mundo que é a do Brasil, defendida pela CNA. Qual seria, então, a ideologia dos latifundiários que se opõem?    Manter essa injusta e antidemocrática estrutura da terra ? É isto que o Caviloso quer ?
                            O candidato da oposição prima por suas posições antipopulares. Ele jamais se aproximou das lutas das classes mais pobres do povo e hostiliza os trabalhadores. As greves no Estado de São Paulo, no seu governo, foram todas reprimidas pela violência policial; ele jamais dialogou.  Ele jamais foi a um sindicato ou a uma associação de funcionários públicos. Não é sem razão que ele é pela privatização da saúde e da educação; como fez em São Paulo.  Os profssores e os funcionários públicos foram massacrados pelo governo do Serra; por isto mesmo o odeiam.
                           Kátia Abreu, latifundiária/ruralista, estava preparando uma armadilha para a Dilma, mas ela habilmente saiu fora. A Marina também sentiu que poderia ser usada.
                          No fim do "encontro" o Caviloso se mostrou bonzinho: ”Não quero reprimir”. Ele afirma que deseja  uma reforma agrária que, afinal, preserve os interesses de seus eleitores da CNA. Uma baita contradição.
                          Por mais que o Serra disfarce ele não consegue esconder as suas raízes e convicções neoliberais: está-lhe no sangue.
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                         Um governo verdadeiramente democrático respeita os movimentos sociais. A inclusão das camadas mais pobres do povo é condição necessária para o progresso do país: isto o governo do Presidente Lula provou e o povo reconhece.

DILMA REPRESENTA A CONTINUIDADE DA INCLUSÃO E DO PROGRESSO PARA TODOS BRASILEIROS.
VHcarmo.

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