PALAVRAS: O Ministro da Contadoria-Geral da União, (CGU), Jorge Hage, declarou o seguinte:
“Por que o governo do Presidente Lula não teme o debate aberto em torno das questões que envolvem a prevenção e o combate à corrupção, o controle do uso dos recursos públicos? Simplesmente porque este governo já fez nessa área , sem nenhum exagero, mais do que todos os seus antecessores juntos. E, se a comparação for feita com o governo que o antecedeu, a diferença fica ainda mais evidente.
“Sabemos que a corrupção na política e na administração sempre existiu. Sabemos também que nunca tinha sido combatida”.
“No plano da administração federal, a situação hoje é outra. Aumentou muito, é claro, a percepção que se tem do problema da corrupção, e a atenção da sociedade para ele. Isso ocorreu justamente por força das ações de investigação e enfrentamento da corrupção, que tiveram início neste governo, bem como da intensa divulgação dessas ações pela mídia, suscitando debate público em níveis sem precedentes”.
Acrecente-se que , neste governo, foram criados órgãos para a prevenção dos atos lesivos ao bem púlbico, abrangentes, de forma que todas as verbas federais vêm sendo monitoradas, em seu uso, por mecanismos de transparência. A CGU lançou o portal de transparência, onde qualquer pessoa pode acessar e fiscalizar os gastos do governo federal.
Nessa campanha presidencial, ao contrário da última e mesmo das anteriores, a oposição vem se resguardando, até aqui, de usar amplamente o velho recurso ao “moralismo”, pois como afirma Jorge Hage:
“Por outro lado, é bastante ilustrativo observar que a grande maioria dos esquemas de corrupção descobertos pela CGU e pela PF nos últimos anos tem origem em período anterior a este governo. São exemplos: as Sanguessugas, os Vampiros, os Gafanhotos, o Propinoduto” da Receita, o Gabiru, a Confraria, a Navalha e o chamado Valerioduto. Quase tudo o que agora exala de podre e vem sendo finalmente apurado e combatido, estava acumulado e abafado havia muito tempo”. (Teorias & Debates -n.88 -maio/junho 2010).
A possibilidade de tornar pública e ser trazida à luz, pela mídia, pela CGU e pela PF, a origem da corrupção é, certamente, a causa do refluxo do uso do “moralismo” que antes era apelativo e eficiente para influenciar, principalmente, setores despolitizados da classe média.
A gente sabe que o combate à corrupção não é, e não deve ser, por si só, objetivo de governo. Esse mal tem que ser combativo como obrigação normal para qualquer governante. Infelizmente, em nosso país, a história registra a utilização desse meio para derrubar governos e promover ditaduras. Quem não se recorda do “mar de lama” contra Getúlio e as acusações sem prova contra Juscelino e Jango que introduziram, afinal, a Ditadura Militar, talvez o período mais corrompido da nossa história?
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2. Na falta do recurso ao moralismo, o Caviloso e o seu Índio, vêm tentando outro, muito usado no tempo da Guerra Fria, ou seja, denunciar as relações externas do país, lançando a pecha de ditadura a governos legitimamente eleitos (ou não; não importa), tentando demonizar nações amigas do Brasil, misturando com alegações de narcotráfico e por aí afora. Por sinal, o Serra e o Selvagem omitem que o seu modelo, os EEUU, mantém relações amistosas e interesses com praticamente todos esses paises, até com aqueles que eles ameaçam com a guerra. A Venezuela, do seu odiado Hugo Chaves, mantem relações diplomáticas com os EEUU e lhes fornece 15% de todo o petróleo que consomem. A Bolívia também goza da amizade dos Yanques. O Serra não gosta.
O desespero vem se acentuando à medida que se aproximam as eleições e as pesquisas vão apontando Dilma Rousseff como favorita. Os jornalões, as Revistas (a mídia em geral) têm, apesar de tudo, se esmerado na promoção do Caviloso. É verdade, porém. que encontram dificuldade, pois ele tem se revelado um péssimo comunicador e a sua figura cavernosa não ajuda.
O DESEPERO PODE CONDUZIR A AÇÕES PERIGOSAS DA OPOSIÇÃO. NÃO NOS DEIXEMOS ENGANAR!.
VHCarmo.
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