A gente que faz tantas recriminações contra a mídia, e em sua maioria acertadas, principalmente quando ela se envereda por uma oposição ao governo e sua candidata, usando métodos condenáveis e sem escrúpulos, vem salientar que foi lançado no número desta semana da Revista Carta Capital um verdadeiro exemplo a ser seguido para dignificar a mídia como manifestação civilizada e democrática.
O Editorial, na página 14 da Revista, subscrito pelo digno e competente Jornalista Mino Carta, sob o título: “Por que apoiamos Dilma?”., sintetiza aquilo que seria desejável – em relação ao candidato Serra -, ou seja, vir a sua mídia a público declarar que o apóia.justificar e desfazer a imagem de imparcialidade que dizem pretender e que alardeiam.
Alguém, com um mínimo senso de observação, pode achar isentos o Globo, a Folha de São Paulo, o Estadão e a Podridão Moral da Revista Veja? Claro que não. Ao se esconderem sob a capa de imparcialidade esse meio de comunicação usa dos mais abjetos recursos contra os seus adversários (ou inimigos?) e jamais declaram que estão a seu serviço.
O editorial pontifica:
“Por que apoiamos Dilma? – Resposta simples porque escolhemos a candidatura melhor”.
“Escolha certa, precisa, calculada a de Lula, ao ungir Dilma e ao propor o confronto com o governo tucano que o precedeu e do qual José Serra se torna, queira ou não, o herdeiro. Carregar o PSDB é arrastar uma bola de ferro amarrada ao tornozelo, coisa de presidiário”.
E mais:
“E pesam sobre a decisão (da escolha) de Carta Capital;. Em Dilma Rousseff enxergamos sem a necessidade de binóculo a continuidade de um governo vitorioso e do governante mais popular da história do Brasil. Com largos méritos que em parte transcendem a nítida e decisiva identificação entre o presidente e seu povo. Ninguém como Lula soube valer-se das potencialidades gigantescas do país e vulgarizá-las com a retórica mais adequada, sem esquecer um suave toque de senso de humor sempre que a circunstâncias o permitissem”
“Reconhecemos em Dilma Rousseff a candidatura mais qualificada e entendemos como injunção deste momento , em que oficialmente o confronto se abre, a clara definição de nossa a preferência. Nada inventamos é da praxe da mídia mais desenvolvida do mundo tomar partido na ocasião certa, sem implicar postura ideológica ou partidária”.
A gente tem, assim, na Revista Carta Capital, um apoio declarado no sentido mais objetivo, sem circunlóquios e capaz de filtrar em suas páginas a sabujice dos escribas dos jornalões, sem torná-lo inimigos, mas sempre visando relatar fatos e notícias de modo correto e sem omissões. Com bem esclarece o Editorial, o apoio não significa ausência de crítica, coisa ausente na mídia comprometida com a oposição que só critica o adversário.
Por fim, a gente tem que ficar atenta, pois a deturpação de dados (principalmente nas pesquisas Data-folha) e a veiculação de promessas absurdas e críticas sem base do candidato visam a confundir o eleitor.
A imprensa, no nordeste do Brasil, já veicula que candidatos da oposição andam a se apresentar, aos eleitores, como amigos do Presidente Lula. Na campanha eleitoral os caciques reacionários vestem-se em pele de ovelha.
Essa eleição é decisiva para manter o avanço promovido pelo governo Lula, contra o atraso neoliberal do Caviloso Serra.
VHCarmo.
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