quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Quem viver verá número 2.

                                     Com a eleição nos Estados praticamente decidida em favor de vários políticos mais jovens que surgiram após o regime militar, desenha-se a possibilidade da saída de um impasse criado pela permanência de políticos viciados na adoção de métodos condenáveis na tentativa de sobreviver; o chamado golpismo e a permanente conspiração.
                                 A história política  do Brasil, pós 1930, teve uma sucessão de golpes e tentativas de golpes, sempre contra governos que buscavam uma identificação popular e um rumo para o desenvolvimento. O país foi levado, inclusive, à ditadura militar, de triste memória, por aquelas correntes conservadoras.
                               Os velhos opositores – hoje em lenta extinção - outrora batiam às portas dos quartéis e hoje, os seus remanescentes se servem da mídia monopolista para tentar a ruptura do avanço democrático em que o país vive.
                                Nessa eleição despontam, com destaque, entre outros, Aécio Neves, em Minas, Eduardo Campos, em Pernambuco, Sérgio Cabral Filho no Rio de Janeiro, Renato Casa Grande no Espírito Santo; Cid Gomes no Ceará, políticos não contaminados por aqueles métodos vindos da época anterior à ditadura e mesmo os  que deram cobertura àquele período negro de nossa história.
                                  Desenha-se, no horizonte político a possibilidade concreta do surgimento de correntes políticas participativas e de adversários não inimigos, tanto no governo como na oposição, com um ideal comum de avanço democrático, sem golpismos, cada um sustentando os seus caminhos. Quando essa geração se consolidar no poder e os eternos conspiradores forem banidos pelo voto e pelo tempo, certamente o país poderá caminhar para o seu destino de nação desenvolvida, sem maiores obstáculos.
                                 Emblemática, nesse caso, é a saída anunciada de Aécio Neves do PSDB para fundar outro partido, se afastando dos métodos arcaicos daquele partido que se bandeou para a direita obscurantista e golpista e que caminha, sem votos, para o ostracismo.
                               É intuitivo que o novo partido de Aécio, por sua origem, se desvinculará do golpismo, emulando uma oposição de centro esquerda e construtiva.
                               De lembrar que todos esses políticos em ascensão representam nessa eleição a continuação de governos bem avaliados embora combatidos pela mídia.
                               Essa eleição tem, pois, um caráter definidor de um processo de transição entre as práticas antigas de exclusão social e o prosseguimento do avanço, com inclusão social, reintroduzido pelo governo Lula.
                            A derrota de Serra, que parece certa a esta altura, aponta, principalmente, para uma renovação de métodos políticos vez que a mídia, por sua parte, terá de rever sua posição golpista.
                            Demais, essa mídia – que desempenha atualmente o papel de oposição - caminha para mais uma derrota e terá, fatalmente, de rever a sua atuação sob o influxo do novo tempo encarnado pelos jovens políticos que despontam.
                             É, sem dúvida, uma visão otimista, mas de viabilidade bem possível.

                                   O Brasil tem que se livrar dessa agônica camisa-de-força que lhe vem sendo imposta pela direita obscurantista apoiada pela mídia monopolista.
                                 
                                   Mais uma vez: quem viver verá!

A VITÓRIA DE DILMA ROUSSEF VAI ASSEGURAR A CONTINUAÇÃO DA CAMINHADA DO PAÍS PARA O DESNVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL.
VHCARMO.

Um comentário:

  1. Não sei por que defendem aecio neves. Ele não merece qualquer grau de confiaça.

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