segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Algo mais é um comentário generoso do escritor Afonso Machado sobre o meu livro de contos.

                    Quando se instala no país a bandidagem política promovida pela Revista Veja e seus sequases; quando as palavras não são suficientes para  expressar a revolta da gente contra esta tentativa de descaminhar o país  de seu destino de grandeza, covem dar uma pausa de, no mínimo, 24 horas, pra que se escoe pela latrina desses órgãos da imprensa as fezes mal cheirosas da tentativa de golpe. 
           A gente aproveita para exibir - no interregno dessa pausa - essa crítica do meu livrinho de contos, escrita por meu sobrinho, com a textura delicada e generosa de suas palavras.  

Sobre o livro:
Complexo do Alemão & Outros Contos
Autor: Victor Hugo do Carmo.

Se um fio tênue perpassasse a profusão dos contos que compõem o novo livro de Victor Hugo, Complexo do Alemão, urdindo a agora cidade do Rio de Janeiro com a antiga Vila do Capivara, em Minas – fundada em seu livro anterior – esse fio, num trajeto enviesado, talvez desvelasse em sua tessitura uma sutil compaixão.
Penso noutra palavra que substitua compaixão, pois essa, cara a devotos e espiritualizados de toda ordem, anda por isso mesmo um tanto desgastada. Mas, ao mesmo tempo, me pergunto: será outro o olhar do narrador de muitos dos contos deste Complexo do Alemão, senão aquele de profunda compaixão com seus personagens?
O que se lê da ficção brasileira recentemente publicada remete, na maioria das vezes, a personagens no limite da esquizofrenia urbana, ou, então, à espetacularização de um fato, quase sempre ligado à violência. Pouco se lê, hoje em dia, de delicadeza e graça, de emoção singela, de pequenas alegrias e descobertas do cotidiano, em tramas nascidos do comprometimento com o fato narrado. Comprometimento, eu repito, só possível de brotar da essência da experiência vivida do narrador. Pois é isso o que pontua, a meu ver, a escrita de Victor Hugo.
Já se disse que os grandes livros da literatura mundial foram escritos depois que seus autores haviam atingido a plena maturidade. Só para ficar num exemplo brasileiro, Guimarães Rosa é um autor tardio. Percorrendo a já prodigiosa obra de Hugo, que tem início, de forma mais assídua, com a poesia do início dos anos 90, seguida da fase memorialista que culminou com a publicação de A Vila do Capivara, em 2004, e desemboca agora nos contos do Complexo do Alemão, encontramos um autor que só se dá a conhecer na idade madura. Por isso mesmo, creio, a capacidade de um olhar mais distanciado para a vida, e que se reflete em seus contos, porém não isentos de compaixão. Qualidade que, como um valor alcançado, cabe àqueles que já percorrem caminhos sinuosos vida afora, e talvez por isso, a expressão ao narrar, sentimos, como leitores, partilhar com o autor, assim como uma serenidade conquistada.
Ao citar a obra de Victor Hugo, é preciso destacar também sua ensaística. São textos políticos de uma análise profunda, em paralelo a outros, de uma frequência espantosa, e também de um senso crítico arguto, denominados Ligeirinhas. Mesmo para quem não concorde com sua práxis política, explicitamente partidária desses textos, já valeria a leitura pela capacidade inusitada que o autor tem de nomear figurões de nosso cenário político, alinhavando desde rancorosos, pernósticos, traíras, cavilosos e boquinhas moles, a tantos outros de uma fauna Huguiana que, por si só, além do apelido certeiro, já é assunto para novo estudo.
                         Talvez, outro fio de trama de sua obra seja o da melancolia. Mas a melancolia com M maiúsculo, tal como a descreve o escritor turco Omar Pamuck: aquela Melancolia que propicia a criatividade. Como se a criança que existe dentro de cada um de nós, estivesse sempre presente e vigilante, e jamais pudéssemos prescindir dela para olhar o mundo. Talvez a criança, como no caso de Hugo, que olha para o Rio de Janeiro de hoje ainda com o olhar de eterna descoberta. Ainda, a mesma criança chegada de Palma, em Minas Gerais.
    Aliás, ao se deparar com essa caixinha de costura que são os contos de O Complexo do Alemão, ao abri-la, não há como não encontrar entre dedais, agulhas, alfinetes e prendedores, o colorido vistoso desse fio tênue que é a sua linguagem: esse travo forte de Minas Gerais dos anjinhos barrocos de Aleijadinho, nesses contos feito casarões sede, que povoam as velhas fazendas de Minas.
Afonso Machado
Janeiro de 2010

       A MATURIDADE  DO NOSSO POVO TEM SIDO A BARREIRA CONTRA A OFENSIVA DA IMPRENSA GOLPISTA CONTRA A  DEMOCRACIA.     
                   DILMA PRESIDENTE!  PARA O BRASIL  CONTINUAR MUDANDO PARA MELHOR!.
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2.             A Revista Carta Capital desta semana publica um texto sob o título "Sinais trocados" do jornalista Leandro Fortes, emérito professor de jornalismo,  que  traz à cena a figura da Mônica Serra que é personagem central de vários crimes contra a economia do país, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e teve como parceiros o Banco Oportunity, a empresa  Decidir.com e os escroques Daniel Dantas e sua irmã Mônica Dantas.   Puro texto de investigação jornalística baseada em documentos autênticos e fatos incontroversos que a imprensa PARTIDÁRIA  e golpista não comenta e esconde para blindar o Caviloso Serra, ao tempo em que caluniam a ministra Erenice.
                Todas as pessoas de boa-fé devem ler esse esplêndido texto desse grande professor, para aquilatar a que ponto chega a baixeza e a falta de patritoismo da Revista Veja e de seus sequazes: O Globo,  A Folha de São Paulo, o Estadão e as TVs. e os  seus colunistas sabujos.       
                  
VHCarmo.

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