segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Algo mais: é uma reflexão séria ...

                           Um observador político estrangeiro, isento, que viesse ao Brasil acompanhar o desenrolar da nossa campanha política para as próximas eleições deveria, a esta altura,  estar numa imensa perplexidade.
                           Enquanto havia, na mídia em geral, a crença nas possibilidades, até superestimadas, da eleição do Zé Serra, candidato das elites e da oposição, a coisa se desenvolvia nos moldes normais de uma disputa civilizada. O observador, naturalmente pensaria, àquela altura, que a campanha no Brasil se assemelhava à dos paises civilizados.
                           Enquanto se propagava a cantilena diária da excelência e da competência do candidato, manteve-se um certo respeito pela pobre candidata adversária que, então, estaria no páreo eleitoral somente para legitimar a vitória do candidato da oposição.
                         Acontece que os cálculos dos oposicionistas não eram confiáveis, embora eles se sentissem embalados pelo sonho do poder. Ora, quando a coisa começou pra valer e a grande massa do povão despertou para as eleições, a certeza da oposição foi se esfumando.
                        Mesmo com a gradativa mudança do quadro, ainda por algum tempo, os pretensos vitoriosos se mantinham civilizados. Alimentavam a esperança de reverter a situação quando fosse iniciada a propaganda na TV, quando o seu candidato, mais “competente”, haveria de arrasar a pobre da mulher candidata que iria sucumbir perante o publico, por sua falta de carisma e de passado nas disputas eleitorais, ensejaria a disparada nas pesquisas em favor do Serra.
                                         A coisa não funcionou.
                        A um observador nativo, por menos  atento, ocorria que a candidata trazendo para a disputa eleitoral a bagagem do governo mais bem avaliado da nossa história, teria que ser considerada. O prestígio pessoal de Lula e de seu governo, batendo seguidos recordes, poderia abalar as esperanças da oposição.
                                Não deu outra: as pesquisas, seguidamente, foram constatando a descida do Serra e a subida da candidata do governo. Isto acabou por levar a oposição ao desespero e passar a usar seus métodos protofascistas para tentar reverter.
                               Aquele observador estrangeiro isento, passou da observação à perplexidade, pois não poderia imaginar a mudança de métodos da oposição que passou da civilidade à calúnia.
                              Ele, o observador estrangeiro, foi buscar explicação para o desespero que se apoderou da oposição e ficou alarmado com o apoio dado pela mídia, jornalões e TVs. e com o próprio método no mínimo desleal que a campanha do Serra adotou. Imaginou: se essas coisas agora alegadas – verdadeiras ou não – aconteceram há tanto tempo por que só agora a oposição está usando e como estímulo eleitoral? Ocorreu-lhe ainda: será que o povo vai acreditar nisso ? Ou seja, será que a candidata – tendo em mão os dados violados - promoveu algo reprovável para ganhar o eleitorado? O que foi? E mais: quais as provas que a oposição apresenta para afirmar isto?
                              Aquele observador estrangeiro, provavelmente, voltou logo ao seu país de origem se indagando: será que o povo vai acreditar na oposição? Deixem-me voltar pra minha terra; isso aqui não dá pra entender!.
                              A gente – que vive aqui e conhece o caráter dessa gente ora no PSDB/DEM – sabe que historicamente eles estiveram sempre na contramão do país. A coisa é antiga e já causou uma enorme infelicidade ao nosso povo e ao Brasil: já matou Getúlio Vargas, já feriu Juscelino, já matou Jango e, afinal, já nos levou à noite tenebrosa da ditadura militar e aos governos neoliberais entreguistas.
Reflexão:                             
               Essa eleição se afigura a mais decisiva de nossa história recente. Se a reação direitista e golpista for derrotada outra vez, - como a gente espera e agora pela terceira vez - se desenha um futuro promissor para o país, ou seja, a continuidade de um governo voltado para a extinção da pobreza, da ascensão da classe média, da chegada do Brasil à quinta potência econômica mundial até 2014 e a tantas outras conquistas já projetadas. A responsabilidade é nossa de expulsar essa gente da nossa história política.

Com o esgotamento dos métodos protofacistas da oposição  se desenha a continuidade “para continuar mudando” com Dilma Rousseff.
VHCarmo.

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