O Primeiro Ministro da Grécia, George Papandreou, ao exigir um referendo de seu povo para submeter-se à “ajuda” entabulada entre os líderes da União Europeia e o FMI, fez aquilo que parece o mais correto nesse momento em que essas cúpulas, que sustentaram a orgia desregulada do sistema financeiro, pretendem impor uma “ajuda” sem ouvir o mais interessado ( povo grego) e sobre o qual vão, certamente, recair o sofrimento, o gosto amargo do desemprego, do corte de salários e de aposentadorias, da miséria e da depressão.
É de se indagar: e se o povo rejeitar as medidas? terá feito algo contra o seu interesse? Se aceitá-las: certamente não se livrará de seus efeitos danosos, mas terá exercido a sua vontade. Nas ruas de todas cidades do país, o povo grego queria ser ouvido e será.
Até aqui todas as experiências do tipo de “ajuda” que se quer impor à Grécia não resultaram em solução eficiente para os paises em que foram adotadas. A América Latina só se livrou de seguidas crises, se livrando dessas ditas medidas salvadoras. O Brasil já esteve sujeito às diretrizes do FMI e de seu receituário de triste lembrança e das suas práticas neoliberais que nos impunham no passado recente e resultaram em sofrimento, pobreza e desemprego do nosso povo. A gente não se esquece.
Somente o estímulo ao consumo, a melhora do sistema de crédito e o investimento na infraestrutura levaram o nosso país à situação de estabilidade e progresso que estamos vivendo, com uma situação de virtual pleno emprego e com o Tesouro fortalecido com amplas reservas, pronto para se defrontar com a crise mundial, gerada lá fora.
A Europa está sendo testada pela Grécia e é notável a coragem desse homem, George Papandreu, pois qualquer que seja o resultado da consulta ele será vitorioso, Um só homem consciente de seu mandato político faria o que ele fez: dar a última palavra a seu povo.
A saída para a crise europeia se mostra complicada e nos leva à perplexidade pela sua inusitada gravidade. É seguramente a crise mais grave, não só com a atual União Europeia, como em toda a sua história em tempo de paz. Há de aparecer um saída racional e é o que se espera, inclusive, com a ajuda do G 20 que v ai se reunir e o Brasil lidera.
VHCarmo,
Nenhum comentário:
Postar um comentário