terça-feira, 15 de novembro de 2011

A baixaria da Folha já começou...



                                 Já foi lançada pelos jornalões paulistas a campanha eleitoral para prefeito da cidade de São Paulo e sua correpondente baixaria. A primeira medida da mídia é tentar eliminar o candidato do PT para abrir caminho aos seus neoliberais.    A Folha de São Paulo já tomou partido.
                                      Embora haja ainda um enorme caminho pela frente  a mídia cogita inviabilizar o Ministro Haddad.  E já começa atacando forte. É sinal, no entanto, que há uma possibilidade grande de o candidatado do PT emplacara Prefeitura. Este é o lado positivo do jogo que pode favorecer o petista. A baixaria, mais das vezes, dá resultado contrário ao esperado. O passado recente confirma.
                          O que causa espécie, obviamente, é a qualidade do discurso dos jornalões e seus sequaases que vivem a pregar “democracia” e não têm o mínimo de ética, produzindo esse discurso “neofascista” e agressivo que se verá abaixo.
                            Este escriba transcreve o texto, aí abaixo, que dispensa comentários. Olhem só como age o Jornalão Folha de São Paulo:

PT paulista (e nós tb) se prepare vem chumbo pesado por aí. PIG (FSP) já começou a colocar as manguinhas de fora.
                           Haddad foi para o tronco.
Autor:
Sergio Saraiva

Creio que aqui todos já tomaram conhecimento desta frase:“Não se pode tratar a USP como se fosse a cracolândia. Nem a cracolândia como se fosse a USP.” É do ministro Fernando Haddad criticando a ação da PM na USP.
O sentido dela é óbvio, na cracolândia existe um grave problema de tráfico de drogas a céu aberto e a policia limita-se a mantê-lo circunscrito a determinado perímetro em nada incomodando os traficante; na USP estudantes sofreram revistas sistemáticas até que alguém fosse flagrado com um reles cigarro de maconha, então foram tratados como bandidos. A inversão é tão gritante que a própria Folha de São Paulo, que em editorial passado preconizava o uso da força contra os "maconheiros vagabundos", no editorial de hoje começa a recuar. Porém há um contrabando no texto que deixou-me preocupado.
Que a Folha zomba da inteligência de seus leitores é fato conhecido, mas costuma fazê-lo com certo cuidado. Quando parte para a zombaria descarada é porque já mandou às favas os pruridos de consciência.

Vejamos o trecho do editorial "A polícia e a USP" de hoje, 14/11.

O mote é o recuo da Folha em relação aos estudantes da USP: "PM tem problemas mais graves a resolver que revistar jovens, universitários ou não, à procura de pequenas quantidades de maconha".

Porém, lá pelas tantas a Folha assaca contra nós esta pérola:

"Foi particularmente infeliz, sob este aspecto, a frase do ministro da Educação, Fernando Haddad, segundo o qual "a USP não é a cracolândia". É difícil afastar a impressão de que, com isto, sugeria-se existir uma carta branca para a PM reprimir como bem entendesse os miseráveis dependentes do crack no centro de São Paulo, cabendo, ao contrário, mesuras especiais à "gente diferenciada" que frequenta o campus do Butantã."
                           Toma-nos por tolos o editor?
Não, está marcando uma posição. Pouco importa se torce ou não o sentido da frase de Haddad.
Seria o caso de mais uma vez bradarmos Quousque tandem abutere, Folha, patientia nostra? Quamdiu etiam furor iste tuus nos eludet? Quem ad finem sese effrenata iactabit audacia?.
Até quando, enfim, ó Folha, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda esse teu rancor nos enganará? Até que ponto a tua audácia desenfreada se gabará de nós?

Mas não nos enganemos, é o jogo bruto contra Hadad que começou.
Logo ao lado um texto de Melchiades Filho me espantou pela agressividade.
Alguns trechos de "Dispensa de classe":
"Remanescentes do governo Lula, Lupi e Haddad faz tempo são nomes certos na lista dos que sairão.
Tanto faz Lupi se declarar à presidente. O amor não é correspondido.
Já a educação aparece na lista das prioridades do governo e dos assuntos caros à presidente".
Por isso, é acintoso que Haddad venha usando o horário de trabalho para sua agenda pré-eleitoral. (imagino que Melchiades esteja sugerindo a marcação de cartão de ponto pelo ministro. É ridículo, mas é Melchiades).
Na semana passada, enquanto o MEC divulgava de modo acanhado o censo do ensino superior e ainda lidava com implicações judiciais de mais uma fraude no Enem, o ministro cuidava de criticar a atuação da PM "tucana" na USP e se empenhava nos conchavos para unificar o PT em torno de sua candidatura. ( ele acusa o político Haddad de fazer política)
Mas um governo alinhado a esses novos parâmetros, pautado pelo bom senso, tampouco pode acolher um ministro concentrado em projeto político pessoal. Renúncia, licença ou reforma, Haddad precisa sair. (o jornalista lembrou-me Carlos Lacerda)
Haddad precisa sair, descaradamente assim.
Se não é arrogância é desespero. As eleições de 2012 começaram, a Folha ainda não sabe a quem quer, mas já sabe a quem não quer.
Preparemo-nos para mais uma campanha de baixarias.
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VHCarmo.

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