quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Telegramas secretos .. nem tanto.

                         No que tange a esse assunto de vazamento de informações nos EEUU, o Presidente Lula, como sempre, colocou as coisas no devido lugar. Ele disse que são revelações sem importância, e que se de fato fossem secretas não teriam vazado. O Presidente disse textualmente que tais “telegramas” registram fatos “insignificantes”. Depois, com muita razão manifestou preferir acreditar em seus ministros do que num embaixador, que nem é mais embaixador no Brasil, desde 2008.
                         É interessante observar que os tais telegramas expressariam opinião pessoal do ex-embaixador a respeito de fatos ocorridos no Brasil, mas sob a ótica americana o que por si só, os torna de valor relativo para o nosso país.
                         Claro está que o Brasil, como qualquer outro país que se preze não pode se atrelar àquilo que os americanos (no caso um embaixador) manifeste num informe ao seu país, que alem do mais nesse caso, é de veracidade discutível.
                          Se absurdamente, e por hipótese, vazassem os “telegramas"ditos “secretos“ de outras embaixadas de outros paises, expressariam opiniões idênticas às do ex-embaixador Sobel sobre os mesmos fatos e pessoas?       Ora, o Brasil estaria, nesse caso, sujeito aos humores do resto do mundo, seria abdicar de sua soberania.
                         Os tais vazamentos - que devem se multiplicar -  chegam ao ridículo de nomear pessoas simplesmente por não gostarem dos EEUU, como se fora uma obrigação gostar daquele país. Com todo o respeito, isto parece mais fofoca de revista de humor do que “telegrama” secreto de embaixador para a matriz.
                          De notar também que o ex-embaixador Sobel teria emitido os tais “telegramas” no período de seu exercício na embaixada, ou seja, até 2008 o que, vale dizer, não teriam sequer atualidade. Decorrido tanto tempo, ao que se sabe, as nossas relações com os EEUU continuaram normalmente e até melhoraram, com a alternância de poderes lá e com as políticas de respeito mútuo implementadas pelo governo Lula.
                         Infelizmente, ainda temos no país alguém que pensa pequeno; alguém que ainda não compreendeu que somos uma nação independente e, portanto, aberta a se relacionar com todos os paises do mundo, independentemente de sua política interna e da ideologia que professem, sem prestar contas aos EEUU.

Notícias como essas, dos “telegramas”, são “um prato cheio” para a mídia reacionária brasileira que se vale delas como uma oportunidade para, de um lado, tentar instrumentar o povo contra as políticas de afirmação nacional do governo e, de outro, para ficar bem com o império, estimulando o apoios às suas políticas de dominação, ou seja de terrorismo de Estado.

Essas notícias fazem bem aos Civitas (apátridas), Marinhos, Frias e próceres do Estadão, pois lhes servem de argumento para defender o que eles chamam, hipocritamente, de valores democráticos dos EEUU, aos quais deveríamos estar alinhados, em prejuízo de nossa soberania.

Por fim, cumpre desconfiar da autenticidade desses vazamentos de documentos secretos que, por estranhável coincidência, vêem a público no momento que o Império se encontra encralacado, entre outros, com dois problemas graves para eles, ou seja, o Irã e a Coréia do Norte. Parece, a uma analise por menos atento que seja, que os US estão tentando atemorizar até seus próprios aliados, talvez quem sabe, para usar e dar fôlego aos seus estamentos da mídia mais conservadores e subservientes messes paises.

VHCarmo.

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