segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A farsa do NOBEL DA PAZ...

                                       Os prêmios Nobel vão, aos poucos, perdendo prestígio, principalmente com as últimas atribuições do Nobel da Paz. Até hoje não se conseguiu justificar Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, como promotor da paz.  Mesmo abstraindo-se o fato de ele ser presidente do país que mais comete violações da paz, com a profusão de ataques aos paises que não se alinham aos seus interesses geopolíticos, revelando-se um Estado que espalha o terror e a morte, em nenhum momento da sua carreira política o Presidente sequer protestou contra  aquelas guerras e violações.  
                                      Os EEUU promovem atualmente duas guerras principais – contra o Iraque e contra o Afeganistão – sem a menor justificativa aceitável. A invasão do Iraque, que provocou verdadeiro massacre de civis inocentes, mulheres e crianças, foi realizada passando por cima de Resolução em contrário da ONU e baseada numa mentira, hoje confirmada, arquitetada pela CIA e usando os recursos de forças de extermínio ultramodernas.
                                        No rosário histórico de promoção de guerras e violações dos direitos humanos, é de lembrar-se o apoio dos americanos a esse mesmo Iraque de Sadan Hussein, na guerra contra o Irã, sempre com interesses geopolíticos do império, resultando então em massacres de populações civis, de ambos os lados, e o uso de armas químicas pelo Iraque, fornecidas pelos EUU.
                                      Por outro lado, até hoje não se provou ser de autoria do grupo de Osama  Bin Laden a derrubada das Torres Gêmeas que serviu de pretexto para outro massacre, no Afeganistão. O ataque já estava decidido antes mesmo do pretexto, tanto que foi desfechado logo no dia seguinte da derrubada da torres.
                                 O economista e escritor argentino Walter Graziano em seu livro “Hitler Ganó la Guerra” (Edicion Planeta) no capítulo sob o título “11 de setembro e o mito das guerras justificadas”, reúne trinta razões que descartam a alegada origem do ataque às Torres e ao Pentágono apontada pelos EUU.          Entre as razões ele lembra uma relevante que vale reproduzir aqui, diz ele: “A velocidade cruzeiro cerca de 900km/hora de um Boeing, para atacar o edifício do Pentágono de apenas 5 andares e num trecho reduzido como o das Torres Gêmeas seria necessário contar com pilotos profissionais de grande experiência. Os pilotos apontados pelos americanos Mohamed Atta, Marwanal Al-sheida e Hani Hanjours não teriam sequer aptidão para pilotar monomotores” (página 60).

                                 Seria exaustivo continuar mencionando as agressões diretas e indiretas aos paises da África e da América Central, promovidas pelos EEUU como a mortandade no Sudão e a promoção de ditaduras sanguinárias nessas regiões. Todas essas agressões revelam uma política de terror de Estado americano.
                               Tanto no Iraque como no Afeganistão os ataques instalaram naqueles paises a guerra civil, com atentados e mais terror e morte de  inocentes.
                             Além das guerras, a nação americana apóia e protege o Estado Terrorista de Israel que não respeita nenhuma resolução da ONU e seguidamente viola os direitos humanos dos palestinos, promovendo massacres e usando até bombas de fósforos, uma das mais terríveis armas modernas de destruição e morte, como fez na Faixa de Gaza, transformando aquele território em verdadeiro gueto, no qual impede pela força qualquer ajuda humanitária aos palestinos.
                            Pois bem, o Presidente dos EEUU, Barack Obama, foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz. É algo surreal.
                           
                           Uma constante na premiação do Nobel da Paz é sua característica de premiar personagens que se colocam contra os paises que se opõem, de qualquer forma, aos interesses americanos. Assim foi na Guerra-fria, ou seja, a premiação e não só em relação ao Nobel da Paz, passou a ser um instrumento de geopolítica e de censura a paises que se recusam a seguir a cartilha americana.
                          O dissidente chinês recém premiado com o Nobel da Paz foi regularmente julgado e condenado, segundo as leis daquele país, por crime que teria cometido contra o Estado e está em prisão domiciliar com sua família. Se apresenta em bom estado de saúde nos vídeos veiculados pela Reuter e outras agências ocidentais, exibindo até um sorriso simpático. É claro que esse prêmio se constituiu, mais uma vez, numa espécie de censura contra a China, que protestou, com razão, contra a intromissão indevida em seus assuntos internos.    Aliás, foi ridículo e até risível  uma Instituição que se pretende séria, como a do Nobel, mandar colocar o “prêmio” sobre uma cadeira vazia.
                                  O Prêmio Nobel da Paz continua sendo um meio escuso de intromissão nos assuntos internos de paises que defendem a sua própria soberania.
                                  Para findar, a gente reproduz as candentes palavras do ilustre jornalista Antônio Luiz M. C. Costa, sobre Julian Assange e o rumoroso caso do WikiLeaks que tem tudo a ver:

                                  “ O site wikiLeaks tornou-se um fugitivo e seu fundador um preso político, detido sob o mesmo tipo de falso pretexto que, se usado para prender um dissidente russo ou birmanês, seria devidamente ridicularizado e faria do alvo um candidato automático ao Nobel da Paz. O ocidente tem dificuldade cada vez maior em conviver com os direitos e garantias em nome dos quais julga ter o dever de impor sua vontade ao resto do mundo. Pede cada vez mais por leis de exceção e estado de exceção, que pouco a pouco viram regra”.
                                                               É tudo.
VHcarmo.

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