Este escriba estará viajando nessa próxima terça-feira, dia 21 de dezembro, em férias (curtas férias) para Belém (PA), Brasília (DF), Cuiabá (MT) e Cáceres (MT). A ida a Brasília vai coincidir com a posse da Presidente Dilma Rousseff, em Cáceres vai beijar os seus lindos bisnetos.
Não por acaso vamos (eu e minha mulher) à posse. A gente, modestamente, se sente ligada a essa vitória democrática que transmite a todos os brasileiros uma perspectiva de continuação das realizações do governo Lula, em que pese a tantas dificuldades e incompreensões de alguns setores resistentes, especialmente, da classe dominante e dos estratos superiores da classe média. Aliás, uma das características marcantes desses estratos da classe media alta no Brasil tem sido de se colocar a serviço das elites, incorporando os seus valores, embora não se beneficiem deles. É mesmo paradoxal, pois que muito provavelmente, esses estratos tenham sido os mais beneficiados pelas políticas governamentais. Abriram-se para eles as portas das universidades e das escolas profissionais; sofisticaram-se o seu consumo e bem estar, subindo, em geral, seu patamar de participação na economia, propiciando-lhe a sofisticação desse mesmo consumo (viagens internacionais, carros novos...).
Aqui mesmo nesse espaço a gente tem manifestado perplexidade quanto à atuação política desses estratos superiores da classe média que se colocam e se colocaram contra o governo Lula e suas realizações e já se apressam a atacar, afoitamente, o futuro governo Dilma. Essas posições encontram viabilidade com o apoio declarado da mídia monopolista, e, em particular, dos jornalões e revistas.
Nesse fim de ano ao analisar o governo que se despede, apesar de anotar avanços – que seria impossível esconder – os jornalões apresentam números frios e tentam passar, através deles, que em todos os setores o governo Lula aplicou tanto ou menos recursos (monetários) provenientes da carga tributária do que o governo do FHC. ( ver O Globo e A Folha).
Nota-se que a intenção é diminuir a importância das conquistas propiciadas por Lula. Está claro que essa análise peca por sua própria natureza, pois o nível de investimento, sua finalidade e destinação é que produziram a diferença em favor do governo que se despede. O país voltou a crescer, apesar da crise internacional iniciada em 2008, em nível de 7,5% esse ano e apontando para avanço igual o maior nos anos vindouros e com estabilidade. O resgate das populações mais pobres que se vai operando com os instrumentos de distribuição de renda e a elevação do bem estar e do consumo dessas mesmas populações e da classe C ( média) para a qual se transferiram cerca de 30 milhões de pessoas, não têm paralelo no governo anterior.
Os recursos – não importa se maiores ou menores – aplicados no governo FHC se direcionaram para as políticas neoliberais, para o financiamento das alienação do patrimônio público em favor das empresas internacionais e prerferencialmente dirigidos aos meios de facilitação de interesses financeiros externos. Ao fim do governo FHC – é sempre bom lembrar – os índices indicavam estagnação do crescimento, inflação em alta (anualizada em 12%), dívida interna em mais de 50% do PIB; e dívida externa que, como se dizia então, era impagável. Os investimentos feitos na infraestrutura foram regionais e privatizadas. A recuperação das estradas sucatadas e sem manutenção, está sendo enfrentada pelo governo Lula. Um exemplo significativo, também, foi o abandono da indústria naval e dos portos cuja recuperação vem sustentando mais empregos.
É de se indagar afinal: se eram tantos e iguais ao do governo Lula onde foram aplicados os tais recursos no governo FHC?
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2. Embora todos já devem saber, a gente alinha, abaixo, as recentes notícias boas, publicadas pelos Institutos de pesquisa:
IBOPE-CNI:
Popularidade do Presidente Lula: 87%
Popularidade do governo Lula: 80%
IBGE.:
Desemprego em seu menor número histórico: 5,7% (tecnicamente pleno emprego).
IBOPE-CNI;
Empresários otimistas elevam projeção do faturamento para 2011.
Cresce a atividade da Construção Civil.
Prensa Latina:
Cresce o prestígio do Brasil no Mercosul (e a integração da América Latina), confirmando sua liderança. Na Cúpula social do Mercosul, o Presidente Lula é aclamado como o “Senhor Mercosul”.
Finalmente, é de se perguntar também por que a mídia e os jornalões têm tanta má vontade com o governo e o próprio pais? Será que estão movidos por interesses financeiros? E os colunistas sabujos: será que estão se vendendo, apenas, por os seus magros salários ?
Aos poucos essas resistências vão sendo vencidas e, pela terceira vez, o povo as derrotou nas urnas.
É hora de alegria “os cães ladram e a caravana passa”.
BOAS FESTAS amigos! O ano novo vem aí com todas as nossas esperanças e realizações: “para o país seguir mudando”.
VHCarmo.
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