quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

                                Estamos saindo de Belém e vamos para Brasília.
                O Delta do Amazonas é algo inimaginável para aqueles que ainda não vieram aqui. Como um dia disse o grande Mario de Andrade: "Belém e o delta são como o “mundo da água”. Tudo tem aqui uma grande dimensão numa grande e admirável confusão entre o mar,os rios e o verde da floresta. Do povo a cara do BRASIL DO NORTE, um resquício de índio, um tanto dos negros e dos brancos. Gente extremamente gentil, um das nossas reservas de alegria maior. Gente do Carimbó e dos rítimos amazônicos e do cultivo das cerâmicas que perpetuam o seu passado indígena.
                       No Pará a gente se sente mais brasileira, mas muito mais. A imensidão das águas que ora se azulam ora se tornam ocres e balançam ao sabor das marés, carregando embarcações de todo o tipo, desde as grandes barcas, navios,  balsas e pequenas sem nome, que são, o transporte líquido da baia de GUAJARÁ, A SE EXPADIR E ENCOLHER duas vezes por dia.
             Belém  é parte do esplendor da exploração dos seringais, a borracha ainda transcende das vetustas paredes do Teatro da Paz pioneiro, das docas escocesas transformadas em palco e gastronomia, principalmente das igrejas do século XVII.  Sem falar no Círio de Nazaré explosão de fé.
                            Belém é um pouco, também, do outro lado rio-mar, a Ilha de Marajó, grande demais, quase continente, cheia de história; primeiro pouso dos exploradores do século XVI; hoje sempre  linda com seus alagamentos periódicos e seus búfalos negros e mansos, a revoadas de pássaros, bordados pelas penas coloridas dos guarás e das garças azuais e aquela gente miúda cheia de musicalidade e vida, parecendo como nunca produto da natureza circundante.
                       Este escriba leva no peito e na mente emoção roubada desse Delta do Amazonas.
VHCarmo.

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