O primeiro turno das eleições deixou patente a derrota avassaladora dos partidos da oposição, principalmente daqueles cujo o ideário é mais direitista e mais obscurantista. Além de diminuírem sua participação no parlamento, perderam figuras emblemáticas ligadas às oligarquias. O PSDB se reduziu sensivelmente e o Dem caminha para a total extinção.
Figuras como Tasso Jereissat, Arthur Virgílio, Joaquim Roriz, Marco Maciel, Heráclito Fortes, Mão Santa, Raul Juggman, César Maia e mais alguns, restaram repudiados pelos eleitores.
Com a vitória do Partido dos Trabalhadores e de seus aliados na eleição para o parlamento, impõe analisar a atuação da mídia, em particular dos jornalões e as revistas, nesse primeiro turno. Não há dúvida que se concentraram na eleição presidencial, descurando das eleições proporcionais.
Com a candidatura de Marina Silva pelo Partido Verde e sua votação, até certo ponto inesperada, a mídia passou a tratá-la de modo totalmente diferente daquele que dispensavam-na como Ministra do governo Lula. O apoio ostensivo da imprensa sempre foi, por sinal, aos notórios inimigos da questão ecológica, principalmente os representantes da oposição do centro oeste, comandados pela Senadora Kátia Abreu, presidente da Associação dos Ruralista, uma conhecida fascista.
Durante permanência de Marina no Ministério ela não teve o mínimo apoio da imprensa em suas gestões no campo da ecologia. Pelo contrário, sempre foi hostilizada e acusada de ser ineficiente e atrapalhar a ocupação da Amazônia. Alguém mudou nessa história e claramente não foi ela. Os seus atuais apoiadores eram seus recentes inimigos, inclusive o Serra que jamais fez qualquer pronunciamento em seu favor e do meio ambiente.
Diga-se de passagem, que a atuação de Marina no Ministério foi muito prejudicial ao país, pois o seu Ministério encarregado de licenças ambientais para obras, envolvido em questões burocráticas que ela não conseguia deslindar, emperrou o andamento da construção de várias usinas e outras obras necessárias à sustentação do desenvolvimento do país, inclusive quanto à energia limpa, priorizada pelo governo para hidroelétricas que o seu Ministério obstruía com a demora. Note-se que o seu substituto desburocratizou o Ministério e, em pouco tempo, promoveu o andamento das licenças e logrou diminuir drasticamente o desmatamento, sempre fiel aos mandamentos ambientais.
MAIS UMA VEZ: UMA ANÁLISE DO VOTO MARINA.
Nesse momento, em relação ao apoio da Marina, é preciso ter presente que a mídia golpista vai tentar dourar a pílula da questão ambiental e enaltecer a ex-Ministra. Como ela tem se mostrado extremamente vaidosa, poderá esquecer o seu passado de críticas à oposição de direita que ora a apóia e tornar-se, paradoxalmente, instrumento de sua própria e futura morte política, pois não é crível que a oposição mude os seus conceitos sobre as questões ambientais e ecológicas, depois de encerradas as eleições. Será que ela vai se conformar de ser o partido chamado Serra-do-B? Indaga-se mais: terá ela se esquecido que foi eleita para o Senado pelo Partido dos Trabalhadores? Teria as mesmas chances no PV?
De outra parte, Marina teria se esquecido, movida ainda pela sua imensa vaidade, que o Brasil do Presidente Lula, do qual ela fazia parte, é o país líder na questão ambiental, tendo se destacado pela defesa do meio ambiente, com o qual se comprometeu, no recente encontro mundial reunido na Suécia?. Por sinal, a Marina nem lá foi.
A gente continua considerando que o voto Marina não se constituiu num voto político e ideológico, nem produziu a proclamada onda verde, pois sua candidatura não fortaleceu o Partido Verde que não elegeu mais parlamentares do que tinha e ficou onde estava, ou seja, sem expressão política.
O Voto em Marina, ora valorizado pela mídia oportunista, se assemelha muito ao voto em Tiririca, Romário, Bebeto, Wagner Montes, Cacareco e outros, no caso adotados para puxar votos, sem qualquer apelo especial, senão para satisfazer uma revolta pessoal do votante contra a política tradicional e seus inevitáveis vícios. No caso da ex-Ministra nem esse efeito foi conseguido por ela para o PV.
Por fim, é bom lembrar que a mídia que se refez de uma derrota anunciada, vai jogar pesado, sempre com mentiras, calúnias, denúncias, depreciando e desmoralizando o pleito eleitoral, procurando envenenar as pessoas de boa-fé contra a candidata, contra o governo e contra o Presidente Lula, induzindo-as a votar contra o seus próprios e essenciais interesses.
Infelizmente hoje no Brasil isto acontece e, para prosseguir mudando para melhor, a gente tem que vencer a mídia golpista e o seu ódio, valendo-se da ajuda da maioria do nosso povo que deu 47,7% dos votos à nossa candidata.
VHCarmo.
Victor. Afinal aprendi como remeter-lhe o meu comentário. O Edson está me ensinando. Depois comentarei este texto. abraços
ResponderExcluir