domingo, 24 de outubro de 2010

AO APROXIMAR O SEGUNDO TURNO, RECRUDESCE A BAXARIA...

                                      Nessa hora impõe uma reflexão sobre a política brasileira. Esse momento é talvez o mais difícil de ser interpretado, sem um distanciamento histórico. A direita entreguista e golpista volta a atacar como no passado.
                                       Normalmente uma luta eleitoral para presidente deveria se revestir de uma tomada de decisão importante - do eleitor -  e em que se discutiria o presente e o futuro do país em todos os sentidos, visando, naturalmente,à busca do progresso interno e a projeção da nação no mundo civilizado. A mídia, no entanto, o tem impedido. Na busca de seus interesses conservadores, talvez até de sobrevivência, ela vem conseguindo desvirtuar a luta política eleitoral, enclausurando-a em discussões secundárias quase sempre visando a despertar ódios e divergências até  de cunho religioso entre as facções em disputa. Constantemente usa os conhecidos "escroques" da política, homens denuncidos por crimes contra economia do país para formular denúncias sem prova, sempre no período eleitoral.
                                       Na falta de uma oposição político-partidária consistente (PSDB/DEM em extinção),  tomou seu lugar o núcleo da mídia, tornando-se, de forma deletéria, um quarto poder e sempre na contramão dos interesses da nação.
                                      O governo Lula ao impulsionar a economia, ao resgatar milhões da pobreza e projetar o país no mundo, assumindo inclusive uma liderança e prestígio inimagináveis, atraiu para si a liderança empresarial brasileira que ao se beneficiar, descobriu a grandeza dessa nação e o potencial de sua população, convocada ao consumo, à educação e ao desfrute dos bens da vida.
                                      Na 13ª. Edição do Prêmio Carta Capital, promovida pela Revista no último dia 18 desse mês, em São Paulo, viu-se, de forma inédita no país, a congregação de empresários nacionais, expressando entusiasmo pelo momento que vive essa nação.
                                  Dois pronunciamentos são dignos de nota: do empresário Abílio Diniz cuja liderança no setor é reconhecida  disse de forma enfática, dirigindo-se ao Presidente Lula:

                       “Eu espero, peço a Deus, que o seu legado não se perca, que haja uma continuidade”.

Roberto Setúbal, também se dirigindo ao Presidente afirmou:
                    “O Brasil se reencontrou em seu governo, merecidamente o mais popular presidente da nossa história. Muitas conquistas em seu governo não tem precedentes".

                                     Qual é, pois, a maior resistência ao projeto do Brasil/potência senão a mídia e os interesses estrangeiros  que defende?
                                   O pior é que, prevalecendo-se da liberdade de expressão, que diz defender, ela se coloca acima do bem e do mal e se partidarisa, usando os meios mais sórdidos para tentar  a retomada do poder pelas forças conservadoras e alienistas, representadas nessa eleição por José Serra.
                                 Nesses últimos dias que antecedem ao segundo turno das eleições, a mídia, capitaneada pela podridão da Revista Veja dos apátridas Civitas e os jornalões se excedem em mentiras, difamações, calúnias e o que é pior, introduzindo no debate questões religiosas e de ódio partidário e patrocinam mentiras televisivas (v. o “bolinho de papel na careca do Caviloso”).
                                  Para essa imprensa e essa oposição a luta pelo poder se constitui na oportunidade da retomada do poder para o Brasil ser menor e ficar sujeito às potências externas e para “falar fino com os Estados Unidos e falar grosso com a Bolívia e o Paraguai”, como disse Chico Buarque.
                                O novo ingrediente que a mídia tenta inocular, irresponsavelmente, na campanha política é a violência, coisa do passado da qual a gente guarda triste memória.

                                   O voto em Dilma Roussef é um voto em favor do país que o Presidente Lula colocou onde hoje está, ou seja, amado por seu povo e respeitado no mundo inteiro.
VHCarmo.








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