sexta-feira, 29 de outubro de 2010

ASSUSTA IMAGINAR UMA POSSÍVEL ELEIÇÃO DE SERRA (OSCAR NIEMEYER)

                                         Há um sentimento generalizado de que a eleição de José Serra seria uma verdadeira  calamidade para o país. Ele encarna as idéias neoliberais e foi o líder das medidas tomadas pelo governo FHC com base nessa doutrina adotada pelos tucanos. O Estado mínimo que é uma das suas bandeiras significou, naquele governo, o esvaziamento do funcionalismo público e das empresas estatais, nestas últimas como meio de facilitar sua venda criminosa.
                                        Por outro parte, a adesão aos EEUU, de forma incondicional, levou o país à vinculação total às regras ditadas pelo FMI cujo escritório se instalou em Brasília. O país, então, devendo mais 50 bilhões de dólares e com a economia estagnada não tinha alternativa. As diretrizes (cartas de intenções) do FMI inibiam investimentos, produziam desemprego, ocasionaram o apagão energético e o racionamento. Aliás, os consumidores tiveram que pagar os prejuízos sofridos pelas distribuidoras de energia.
                                 Reafirmou-se, naquela triste época, a velha máxima “ninguém respeita país devedor”.
                                     A maior parte das pessoas notáveis desse país, intelectuais, artistas e políticos sérios vêm manifestando, através de declarações públicas na imprensa, o seu apoio incondicional à Dilma Rousseff e o receio de uma volta dos tucanos ao poder.
                                     Um homem ilustre: Oscar Niemeyer, que aos 102 anos continua ligado na política do país, sustentando o seu discurso em favor dos trabalhadores e das camadas mais pobres do povo, externou o seu “medo” quanto àquele retorno. Olhem só, em resumo, o que ele disse:

                        “Assusta-nos imaginar o que aconteceria no caso de uma vitória de Serra”
                            “Assusta-nos imaginar o que aconteceria no caso de uma vitória de Serra. Seria a repetição do que ocorreu no Brasil anteriormente à Presidência de Lula: o governo afastado do povo, alheio ao que se passa na América Latina, indiferente à ameaça que o imperialismo dos EUA representava para os países do nosso continente.
                            “Seria o avançar do processo de privatização de grandes empresas nacionais e de empreendimentos de valor estratégico para este país. Tudo isso é tão claro aos olhos da maioria dos cidadãos brasileiros que, confiantes, vêm apoiando, sem recuos, a candidatura Dilma”.
                             “Na minha posição, de homem de esquerda, o que interessa não é analisar exaustivamente os programas de governo que cada um dos candidatos apresenta, mas defender a permanência das diretrizes fixadas pela gestão de Lula, tão autêntico e patriótico que surpreende o mundo inteiro”.
                   ( Trecho de declaração publicado na Folha de São Paulo, sob o título “O que posso dizer?).

                      Felizmente, a perspectiva de uma vitória de Dilma Rousseff vai se desenhando nas pesquisas, tornando as nossas esperanças maiores do que o medo, o ódio e a mentira.
VHCarmo.

Um comentário:

  1. Seu blog foi minha melhor leitura e ponto de partida e de chegada de todas as minhas análises. E não tinha como não ser. E saiba que divulguei bastante seu blog e hoje você tem muito mais leitores em Palma e juiz de Fora. E, com certeza, mais admiradores.
    Muito obrigado por sua ajuda durante toda essa campanha que, certamente, nos fará vitoriosos. Com Dilma, sempre. Sem Lula, nunca.
    um grande abraço.
    Beto

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