Uma reflexão sobre a política externa do país, na oportunidade do segundo turno das eleições, é essencial para um posicionamento em favor do Brasil.
No governo FHC a nossa política externa permaneceu atrelada aos interesses das potências do chamado mundo desenvolvido e particularmente aos EEUU, tornando o país dependente da sua política econômica, situação que nos levou a seguidas crises.
O governo Lula ampliou nossa presença no mundo, repeliu a adesão à ALCA que nos vincularia aos EXCLUSIVOS interesses dos americanos e se voltou para outros mercados, inclusive da China, da Ásia e da América Latina, livrando-nos daquela dependência.
Vale a pena lembrar que o México, país de dimensões mais ou menos similares ao nosso, ao se atrelar à ALCA e ao se inserir na esfera dos interesses norteamericanos foi levado à uma situação desesperadora, com aspectos de desagregação social gravíssimos.
O Brasil, com Lula, fez uma opção radicalmente distinta de política internacional, com conseqüências também totalmente diferentes. Por um lado, diversificou seu comércio externo, dependendo cada vez menos dos Estados Unidos que passaram a ser nosso terceiro parceiro, depois da China e da América do Sul. A manutenção e inclusive a intensificação da demanda chinesa permitiram a recuperação relativamente rápida de nossa economia. Por outro lado o Brasil ampliou o comércio com os paises da região especialmente com a Argentina, Venezuela, Uruguai, Bolívia, Equador, Paraguai.
Pela primeira vez o sul do mundo com a incisiva presença do Brasil conseguiu superar a crise, enquanto o centro – e os paises que dependem fundamentalmente dele - continua em crise, ao mesmo tempo em que, pela primeira vez os setores mais pobres da população não pagaram o ônus mais grave da crise.
Por tudo isso é necessário nesse segundo turno apoiar a nossa política externa exitosa contra a nunca desmentida vocação dos neoliberais ao atrelamento ao centro, com prejuízo da nossa soberania. Bom ter presente as consequências benéficas da política externa de Lula combinada com a melhoria consistente do comércio interno popular e a intensificação do comércio regional.
O candidato José Serra vem se pronunciando em sentido contrário, proferindo discursos claros contra a integração regional, contra o Mercosul e contra os organismos de defesa econômica estratégicas dos paises que a integram. O discurso contra a Bolívia, a Venezuela e contra a presença do Brasil nos foros internacionais, marca de forma clara a opção neoliberal, ou seja, a volta à dependência aos comandos dos paises centrais.
É imperativo lembrar, por fim, que nessa campanha eleitoral o candidato da oposição evita aprofundar a discussão sobre política externa, restringindo-se aos ataques contra os nosso irmãos latinoamericnos. Fica claro que ele está se escondendo-se do julgamento dos eleitores.
A MANUTENÇÃO DA NOSSA REAL SOBERANIA ESTÁ EM JOGO NESSA ELEIÇÃO, É HORA DE SUSTENTÁ-LA, DANDO CONTINUIDADE Á POLÍTICA EXTERNA INDEPENDENTE DO GOVERNO LULA QUE COLOCOU O BRASIL NUM LUGAR DE RESPEITO NO MUNDO. DILMA ROUSSEFF REPRESENTA A CONTINUIDADE.
VHCarmo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário