terça-feira, 8 de outubro de 2013

Os neonazistas atacam

    OS NEONAZISTAS ATACAM AS MANIFESTAÇÕES.

As últimas passeatas chamadas de manifestações ou protesto, de caráter político geral e movidos por categorias profissionais em campanha salarial e em greve, vêm assumindo características diferentes daquelas que o país estava acostumado a ver.
Impulsionados pelos apelos e convites das Redes Sociais na Internet,  os recentes protestos se tornaram movimentos sem uma reivindicação determinada, ou seja, tornaram-se portadores de reivindicações difusas, embora invocados inicialmente por objetivos determinados que, no entanto, se dispersaram através de várias bandeiras empunhadas.
Os movimentos iniciais de junho e julho deste ano surpreenderam por sua magnitude e, embora tenham sido convocados pleiteando a melhoria do transporte urbano, passou a encampar as mais diversas reivindicações, de caráter político.
Passado o impacto inicial e amplamente positivo, o movimento daqueles meses serviu de estímulo para os que se seguiram, embora estes últimos não tenham alcançado o vulto e a importância daqueles.
Aconteceu que a repetição sistemática das “passeatas”, de certa forma lhes foram tirando o caráter de novidade e exigindo um apelo maior das Redes Sociais e assumindo  caráter de desafio.
Aquelas manifestações iniciais e suas diversas pletoras passaram a ser objeto de consenso na opinião pública e forçaram os poderes políticos a coloca-las na pauta no Executivo e, principalmente, no Congresso, foro maior e competente para viabilizar a maior parte daquelas reivindicações.
Acontece que desde o princípio as manifestações foram contaminadas por grupos neofascistas, vestidos de preto, a caráter, mascarados e praticando atos de vandalismo e violência contra o patrimônio particular e público, tornando os manifestantes reféns de suas ações que provocaram e vem provocando a reação policial, aumentando o nível de violência geral.
Verificou-se, então, que toda a manifestação ou protesto por sua natureza legítimos vêm involuntariamente trazendo à sua ilharga a violência dos grupos fascistas. Como a Polícia é naturalmente repressora e, em nosso país, a sua intervenção assume um alto grau de violência e, a cada “passeata” assiste-se – geralmente ao seu final – a atuação violenta dos vândalos fascistas e a resposta policial também violenta. Forma-se um espetáculo chocante de atos de destruição, ataques e depredações.
Vão-se tornando consideráveis os danos que estes pequenos grupos da extrema direita provocam ao  patrimônio público e privado, causando a deturpação dos objetivos dos protestos ou manifestações. A violência obriga a adoção de sistemas de prevenção, obrigando o comércio em geral a erguer verdadeiras barricadas para se defender.  A nossa bela cidade do Rio de Janeiro se vê encoberta de paliçadas, madeirames e portas semi abertas.
 As pessoas  que desfilam nos protestos se sentem acuados pelos grupos fascistas que acabam por dissolver as “passeatas” fazendo com que aqueles se afastem para se acautelar da violência que se propaga.
Impõe refletir sobre este fato. Seria razoável esses grupos fascistas continuar se aproveitando das manifestações para depredar bens e mobiliário públicos; bens particulares: bancos e lojas comerciais? A violência de tais grupos, que contam com tolerância discreta da mídia, deve continuar a impedir as manifestações políticas e as reivindicações legítimas de categorias profissionais em luta?
A experiência recente, desta segunda-feira 7 de Outubro, de retirar policiamento da rua no Rio, acoimado de causador da violência, resultou ineficaz, posto que, terminada a manifestação, noite a dentro, os grupos fascistas prosseguiram na sua ação violenta até serem  dispersados pela polícia que foi então acionada. Assim, vive-se um dilema: será preciso fortalecer a ação policial ou deixar que esses grupos continuem a sua faina de vândalos?
Talvez tenhamos que nos mirar nos exemplos do EEUU e da Europa, ou seja extirpar esses neonazistas mediante ações de “inteligência” para caracterizar e puni-los a partir de seus núcleos, ou seja, de suas origens políticas.

Este movimento fascista não é espontâneo e nem conta com apoio do povo. Suas ações criminosas, terão que ser combatidas na sua origem, repita-se, sob pena de toda a nossa sociedade se ver refém desses extremistas praticantes de crimes puníveis pela lei penal vigente.  Nossa Constituição proíbe o anonimato ( das máscaras) nas manifestações políticas.
VHCarmo.


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