OS NEONAZISTAS ATACAM AS MANIFESTAÇÕES.
As últimas passeatas chamadas de manifestações ou
protesto, de caráter político geral e movidos por categorias profissionais em
campanha salarial e em greve, vêm assumindo características diferentes daquelas
que o país estava acostumado a ver.
Impulsionados pelos apelos e convites das Redes Sociais
na Internet, os recentes protestos se
tornaram movimentos sem uma reivindicação determinada, ou seja, tornaram-se
portadores de reivindicações difusas, embora invocados inicialmente por
objetivos determinados que, no entanto, se dispersaram através de várias
bandeiras empunhadas.
Os movimentos iniciais de junho e julho deste ano
surpreenderam por sua magnitude e, embora tenham sido convocados pleiteando a
melhoria do transporte urbano, passou a encampar as mais diversas
reivindicações, de caráter político.
Passado o impacto inicial e amplamente positivo, o
movimento daqueles meses serviu de estímulo para os que se seguiram, embora
estes últimos não tenham alcançado o vulto e a importância daqueles.
Aconteceu que a repetição sistemática das
“passeatas”, de certa forma lhes foram tirando o caráter de novidade e exigindo
um apelo maior das Redes Sociais e assumindo caráter de desafio.
Aquelas manifestações iniciais e suas diversas
pletoras passaram a ser objeto de consenso na opinião pública e forçaram os
poderes políticos a coloca-las na pauta no Executivo e, principalmente, no
Congresso, foro maior e competente para viabilizar a maior parte daquelas
reivindicações.
Acontece que desde o princípio as manifestações
foram contaminadas por grupos neofascistas, vestidos de preto, a caráter,
mascarados e praticando atos de vandalismo e violência contra o patrimônio
particular e público, tornando os manifestantes reféns de suas ações que
provocaram e vem provocando a reação policial, aumentando o nível de violência
geral.
Verificou-se, então, que toda a manifestação ou
protesto por sua natureza legítimos vêm involuntariamente trazendo à sua
ilharga a violência dos grupos fascistas. Como a Polícia é naturalmente
repressora e, em nosso país, a sua intervenção assume um alto grau de
violência e, a cada “passeata” assiste-se – geralmente ao seu final – a atuação
violenta dos vândalos fascistas e a resposta policial também violenta. Forma-se
um espetáculo chocante de atos de destruição, ataques e depredações.
Vão-se tornando consideráveis os danos que estes
pequenos grupos da extrema direita provocam ao patrimônio público e privado,
causando a deturpação dos objetivos dos protestos ou manifestações. A violência
obriga a adoção de sistemas de prevenção, obrigando o comércio em geral a erguer verdadeiras barricadas para se defender. A nossa
bela cidade do Rio de Janeiro se vê encoberta de paliçadas, madeirames e portas semi abertas.
As pessoas que desfilam nos protestos se sentem acuados
pelos grupos fascistas que acabam por dissolver as “passeatas” fazendo com que aqueles se afastem para se acautelar da violência que se propaga.
Impõe refletir sobre este fato. Seria razoável
esses grupos fascistas continuar se aproveitando das manifestações para
depredar bens e mobiliário públicos; bens particulares: bancos e lojas
comerciais? A violência de tais grupos, que contam com tolerância discreta da
mídia, deve continuar a impedir as manifestações políticas e as reivindicações
legítimas de categorias profissionais em luta?
A experiência recente, desta segunda-feira 7 de
Outubro, de retirar policiamento da rua no Rio, acoimado de causador da
violência, resultou ineficaz, posto que, terminada a manifestação, noite a
dentro, os grupos fascistas prosseguiram na sua ação violenta até serem dispersados pela polícia que foi então
acionada. Assim, vive-se um dilema: será preciso fortalecer a ação policial ou
deixar que esses grupos continuem a sua faina de vândalos?
Talvez tenhamos que nos mirar nos exemplos do EEUU
e da Europa, ou seja extirpar esses neonazistas mediante ações de
“inteligência” para caracterizar e puni-los a partir de seus núcleos, ou seja, de
suas origens políticas.
Este movimento fascista não é espontâneo e nem
conta com apoio do povo. Suas ações criminosas, terão que ser combatidas na sua
origem, repita-se, sob pena de toda a nossa sociedade se ver refém desses
extremistas praticantes de crimes puníveis pela lei penal vigente. Nossa Constituição proíbe o anonimato ( das
máscaras) nas manifestações políticas.
VHCarmo.
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