A ex-senadora Marina Silva no episódio da negativa do TSE à legalização de seu
partido, a Rede da Sustentabilidade, se portou de uma forma estranha. Deixou claro, em sua crítica à decisão, que pretendia
um privilégio, ou seja, que o Tribunal estabelecesse uma exceção em seu favor
como se as regras estabelecidas em lei pudessem, a rigor, serem superadas pela
vontade dos julgadores em homenagem à sua personalidade de líder de nova
facção.
Ela
revelou, então, uma imensa vaidade e muito pouca acuidade, posto que sendo
política experiente deveria saber que não poderia pleitear o rompimento da
legalidade para satisfazer seu sonho presidencial.
Ela
pretendeu criar um partido com objetivo imediato e definido de ser candidata à Presidência da Republica, não cuidando estabelecer ligações
sócio-políticas e ideológicas e, não por
acaso e com isso, deixou de obter o apoio do número exigível
de eleitores para legalizar a legenda.
Bem afirmou o órgão do Ministério Público Eleitoral,
dizendo que o fim pretendido – a candidatura -
colidiu com os princípios fundadores de qualquer legenda. A candidatura deveria ser estabelecida apenas
em decorrência da formação de um partido e não o seu objetivo imediato,
afirmou. Marina quis fundar um partido
para se candidatar. Foi um projeto
pessoal, evidente megalomania como definiu um Sarkis, seu partidário.
Tem-se
afirmado na Imprensa – e com razão - que a
ex-senadora acreditou que seriam considerados no julgamento o seu prestígio
pessoal e o séquito de seus admiradores
para ultrapassar a exigência legal.
Embora, haja precedentes de decisões judiciais comprometidas por
interesses políticos - e isto é público e notório - Marina superestimou os seus
trunfos e pretendeu algo mais do que
seria razoável, tanto que obteve apenas um pálido voto do Coletivo.
Ela que tem passado todo o seu tempo a invectivar todos
os partidos existentes, atribuindo-lhes com ênfase desvios éticos, teve séria
dificuldade de encontrar - à última hora - uma legenda sem
se contradizer formalmente; ou, então, lhe caberá
agora retirar a acusação genérica para excetuar o PSB, partido que escolheu e ao qual se filiou para,
segundo afirma, se opor
ao Partido dos Trabalhadores e apenas como vice
de Eduardo Campos.
O
objetivo declarado da ex-senadora é algo
sem grandeza política, posto que o Partido
dos Trabalhadores a tem distinguido com todas homenagens devidas a uma ex-militante, partido no qual, afinal,
construiu o sua carreira política. O ex-Presidente Lula se pronunciou - recentemente - de forma elogiosa a seu respeito, dizendo-a um excepcional quadro político.
Mais
injusto ainda, em seu discurso de adesão ao PSB, foi falar em
"Chavismo" do PT em claro tom
pejorativo, revelando um desrespeito com
aquele que foi amigo do nosso país e presidente da Venezuela, país com o qual o Brasil tem relacionamento diplomático amistoso e é nosso parceiro no
Mercosul. Como se vê:
começa mal a candidata a vice-presidência do Brasil.
Estima-se,
afinal, que Marina não tenha o mesmo destino de uma esquecida política
alagoana, ou seja, que caminhe para o
ostracismo político, jogando suas cartas
na incerteza de uma disputa eleitoral como VICE.
___________________________________
VHCarmo.
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