quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Entrevista de Marina Silva( um enigma)...


Este humilde blogueiro fez questão de gravar e assistiu na manhã de ontem (16/10), na TV,  a entrevista da noite anterior de Marina Silva com o Jô Soares.  O que aconteceu ali não foi propriamente uma entrevista, seria mais correto chamar aquilo de “promoção” de uma certa candidata à presidência da República.

De fato, em nenhum momento foram formuladas perguntas que seriam imprescindíveis para provocar respostas esclarecedoras a respeito de sua nova ideologia e de suas pretensões políticas atuais e futuras.

Sequer lhe foi solicitado esclarecer aquilo que se deve entender como “desenvolvimento sustentável”que ela apregoa, ou seja, qual a sua forma de execução prática e os limites impostos pela “sustentabilidade” ao incremento de tal tipo de  “desenvolvimento”.  

Naquele quase monólogo, com a presença de  sua claque e de seus generosos aplausos, a entrevista tratou mais de amenidades e curiosidades da vida particular da ex-senadora do que daquilo que interessa ao grande público.   

Por mais que o espectador tenha estado atento ao discurso da ex-senadora pelo PT, um tanto empolado, ele foi – a bem da verdade - um amontoado de afirmações contraditórias que pouco deu para entender-se.

Ficou evidente, no entanto, que o principal objetivo do seu discurso foi a tentativa de deslindar para o público a questão relativa à sua verdadeira pretensão dentro do PSB, que, por fim,  não foi devidamente esclarecida.

 Ela em nenhum momento Marina afirmou claramente que admite ser vice do Eduardo Campos.   Tergiversou ao afirmar – como vem fazendo - que “a candidatura do Eduardo está posta”, mas prosseguiu acenando para um futuro e indefinível “acerto programático”.   Uma incongruência, no mínimo, estranha.

Ao atacar o PT e a Presidente Dilma, Marina parece pretender esquecer-se de seu passado político e – é de pasmar - ela valoriza o  governo neoliberal de Fernando Henrique, colocando-os no mesmo nível daquele que ajudou a construir com Lula e do qual foi Ministra. 

De incoerência em incoerência, em palavrório confuso e sem conclusões objetivas Marina acabou não dizendo ao que veio e, parece, afinal, que anda empolgada com a mesma mídia que no passado petista– por sinal – não a tratava tão bem como ora o faz.

Perguntas que, afinal, Marina deixou sem resposta: será candidata à presidência?  se sujeitará a ser vice do Eduardo Campos?  nenhuma coisa e nem outra? o que significa aliança programática?

A fragilidade argumentativa da ex-senadora e a imprecisão de seu discurso foi o que mais impressionou em seu quase monólogo.
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VHCarmo.  

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