Este humilde blogueiro fez questão de gravar e assistiu na manhã de ontem (16/10), na TV, a entrevista da noite anterior de Marina Silva
com o Jô Soares. O que aconteceu ali não
foi propriamente uma entrevista, seria mais correto chamar aquilo de “promoção”
de uma certa candidata à presidência da República.
De
fato, em nenhum momento foram formuladas perguntas que seriam imprescindíveis
para provocar respostas esclarecedoras a respeito de sua nova ideologia e de
suas pretensões políticas atuais e futuras.
Sequer
lhe foi solicitado esclarecer aquilo que se deve entender como “desenvolvimento sustentável”que ela apregoa,
ou seja, qual a sua forma de execução prática e os limites impostos pela “sustentabilidade”
ao incremento de tal tipo de
“desenvolvimento”.
Naquele
quase monólogo, com a presença de sua claque e de seus generosos aplausos, a
entrevista tratou mais de amenidades e curiosidades da vida particular da
ex-senadora do que daquilo que interessa ao grande público.
Por
mais que o espectador tenha estado atento ao discurso da ex-senadora pelo PT,
um tanto empolado, ele foi – a bem da verdade - um amontoado de afirmações
contraditórias que pouco deu para entender-se.
Ficou
evidente, no entanto, que o principal objetivo do seu discurso foi a tentativa
de deslindar para o público a questão relativa à sua
verdadeira pretensão dentro do PSB, que, por fim, não foi devidamente esclarecida.
Ela em nenhum momento Marina afirmou
claramente que admite ser vice do Eduardo Campos. Tergiversou ao afirmar – como vem fazendo - que
“a candidatura do Eduardo está posta”,
mas prosseguiu acenando para um futuro e indefinível “acerto programático”. Uma incongruência,
no mínimo, estranha.
Ao
atacar o PT e a Presidente Dilma, Marina parece pretender esquecer-se de seu
passado político e – é de pasmar - ela valoriza o governo neoliberal de Fernando Henrique,
colocando-os no mesmo nível daquele que ajudou a construir com Lula e do qual
foi Ministra.
De
incoerência em incoerência, em palavrório confuso e sem conclusões objetivas
Marina acabou não dizendo ao que veio e, parece, afinal, que anda empolgada com
a mesma mídia que no passado petista– por sinal – não a tratava tão bem como ora o faz.
Perguntas
que, afinal, Marina deixou sem resposta: será candidata à presidência? se sujeitará a ser vice do Eduardo
Campos? nenhuma coisa e nem outra? o que significa aliança programática?
A
fragilidade argumentativa da ex-senadora e a imprecisão de seu discurso foi o
que mais impressionou em seu quase monólogo.
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VHCarmo.
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