Este pequeno poema foi
inspirado por ocasião da morte impune de um desses coronéis torturadores que remanesceram
ao período negro da Ditadura Militar.
É o "algo mais" do bloguinho.
A
morte do torturador.
Philomeno
morreu no "Dia da Pátria".
Na
praça hasteada a bandeira "verde/loira",
um
cachorrinho de pelo malhado
-
em preto e branco - mijou no pé do
mastro.
Os
meninos da Escola desfilaram na Rua da Praia
ao
som dos tambores, cornetas e buzinas.
Philomeno
morreu no "Dia da Pátria".
Galhardetes
verde/amarelos pendurados das árvores,
o cortejo fúnebre e seus soturnos cantos abafados.
Alguém
maldiz o Coronel:
amargas
lembranças daquele que morreu no dia errado.
Philomeno
é descartado
e os meninos da Escola cantam a pátria
pela Rua da Praia.
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Outubro/2010. VHCarmo.
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