Este blogueiro não resistiu ao ler o texto abaixo, principalmente por ser publicado no Diário de Pernambuco, um dos mais importantes jornais do Estado e o transcreve abaixo para os amigos.
A articulação do neto do Arraes com José Serra e Roberto Freire é mesmo de estarrecer, pois espanca qualquer dúvida que possa haver, até aqui, sobre o lado para o qual se inclinou o Governador de Pernambuco. Vai para a direita do espectro político e vai mal acompanhado.
Com esse seu entendimento político com com José Serra e Roberto Freire, eles "apunhalam o Aécio pelas costas" como afirma com perspicácia Paulo Henrique Amorim em seu blog "Conversa Afiada".
O governador do Ceará, Cid Gomes, abriu, sem peias, uma forte oposição ao Governador de Pernambuco, no seio do PSB seu partido comum, nisto acompanhado por seu irmão Ciro. Ambos não apoiam e julgam prematura a candidatura do neto do Arraes e reprovam abertamente os ataques gratuitos do Eduardo Campos contra a Dilma e contra o Governo que seu partido integra.
Olhem só:
EDUARDO CAMPOS E JOSÉ SERRA REALIZAM MAIS UM “ENCONTRO SECRETO”
Tércio Amaral
Publicação: 18/04/2013
Pela segunda vez neste ano, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) encontrou-se secretamente com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). A reunião aconteceu nesta quarta-feira (17), em Brasília, quando ambos, ao lado do deputado federal Roberto Freire, presidente nacional do PPS, acertaram detalhes da entrada do tucano no novo partido em formação, o Mobilização Democrática (MD). A legenda é fruto da fusão entre o PPS e o PMN, e pode ser fortalecida por políticos saídos do PDT e até do PSOL. As informações sobre o encontro são do portal Brasil247.
No jantar dos aliados, o cardápio foi “recheado” de pratos políticos. Na conversa, Eduardo Campos e Roberto Freire darão garantias de que Serra poderá ser candidato ao governo de São Paulo nas eleições de 2014 pelo novo partido. A “missão” de Serra, por outro lado, é de coligar-se, para efeito de palanques e acréscimo de tempo de televisão, ao projeto presidencial de Campos na próxima campanha. Apesar da movimentação ser abafada pela cúpula tucana, a saída de José Serra do partido é quase certa e o PSDB deve encarar seu ex-filiado na disputa pela sucessão do governo tucano de Geraldo Alckmin.
Além de Serra, que tem no currículo várias disputas à Presidência da República, o MD deverá ter em suas primeiras fichas de fundação as assinaturas de senadores como Cristovam Buarque (PDT), Randolfe Rodrigues (PSOL) e Pedro Taques (PDT). Buarque, inclusive, é cotado como um eventual vice na chapa de Eduardo Campos nas eleições de 2014. O senador trabalhista enfrenta um problema interno no PDT e que deve motivar a sua saída: não sabe se o partido irá para oposição ou continua no governo da presidente Dilma Rousseff (PT).
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VHCarmo.
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