quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Roberto Jefferson:disse "não houve mensalão".

                                       Roberto Jefferson esta figura macabra da política brasileira que nada de útil fez para o país, embora tenha exercido vários mandados de deputado Federal, na oportunidade em que apresenta suas declarações finais no processo que responde no STF por aquilo que ele mesmo denominou  como “mensalão”, declara que tudo aquilo foi armação. Não houve dinheiro para compra de parlamentares com vista à aprovação de leis no Congresso.  O que, afinal, todas pessoas medianamente infiormadas já sabiam.
                                      O dinheiro que ele confessou ter recebido do PT como presidente do PTB, segundo suas próprias palavras, consistiu numa ação perfeitamente legal, como verba eleitoral, o que, segundo ele enfatiza, “não é crime” e está previamente autorizada em “Resoluções da Justiça Eleitoral”, ou seja, na Resolução 21.609 de 2004, em seu artigo 3 (terceiro), Parágrafo único e cita mais o permissivo da outra Resolução  a de n. 20.987 de 2002, no  seu artigo 10, inciso IV. Como partido aliado recebeu a verba para efeito eleitoral, acrescentou nas suas declarações finais.
                                         Quanto a origem do dinheiro que teria sido dado ao PTB pelo PT  disse que ele  não sabe de onde veio e testemunhou dessa forma no processo como testemunha, portanto,o que disse nada vale, nada prova. Bom lembrar que as ações de execução de alegados empréstimos bancários propostas contra o Partido dos Trabalhadores foram todas arquivadas por falta de documentos hábeis, ou seja, para provar a  sua liquidez, fato que a mídia escondeu.
                                           A mentira que tem pernas curtas, mas desta vez se alongaram até a última hora, ou melhor, até as últimas declarações do ex-deputado perante a Justiça.
                                        Voltando àquela época do mensalão – vésperas do pleito que levou Lula à reeleição – a gente pode lembrar que todos aqueles ataques desfechados contra o Governo e o PT visavam a um golpe de Estado contra Lula. O macabro Jefferson, ao atacar o governo, apontava para o Palácio do Planalto e gritava ao plenário “vem tudo de lá!”.
                                       A oposição, que jamais comungara com aquela figura tragicômica, partiu para o ataque e adotou o mentirosos  e o fez um santo, capaz de ajudá-la naquela missão de impedir a reeleição do presidente Lula.
                                    Houve, então, aquele triste epílogo: o recebimento da denuncia pelo Supremo Tribunal Federal - apesar de pessimamente formulada - que, segundo declarou um dos Ministros decidiu com a “faca no pescoço”. Serviu também como peça de propaganda contra o governo, usada pela TV Globo que deslocou suas câmeras para o plenário para transmitir imagens para todo o país, fato inédito de permissividade no Excelso Pretório e com o fim claro de pressionar os julgadores.
                                     Veja-se a que ponto chegamos! Aliás, em discurso proferido, naquela época em São Paulo, Fernando Henrique Cardoso clamava pelo golpe e lamentava-se pela falta de um Carlos Lacerda para articular o impedimento de Lula.

                                 Em que pese a tudo isso, o povo reelegeu Lula e frustrou os golpistas.

                                O Processo do “mensalão” como foi denunciado é uma peça de ficção, pois  o que houve, então, foi a repetição sistêmica do “Caixa Dois” que, infelizmente, sempre existiu na nossa política. É bom, no entanto lembrar que os poucos deputados do PT denunciados se beneficiaram para suas campanhas eleitorais de verbas vindas de fontes particulares e não de dinheiro público, fato que não ocorreu em relação ao pessoal da oposição, particularmente de Minas Gerais onde a fonte do “caixa 2” foi irrigada por empresas públicas estaduais. Aliás, os gestores originários do caixa dois  foram de Minas Gerais: um picareta chamado Valério e um conhecido  Senador do PSDB (MG).
                                 Na perspectiva do julgamento no STF é de se indagar: o Tribunal vai ter independência para julgar sob a pressão da imprensa golpista? Com a TV Globo usando câmeras no plenário? Os jornalões martelando nas manchetes?

                                                      Quem viver verá!

VHCarmo.

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