sábado, 10 de setembro de 2011

O perigo da volta dos neoliberais...(cansaram de quê ? )

                                  É sumamente difícil penetrar a consciência daqueles que continuam a lutar, até por meios criminosos, em favor do neoliberalismo. Nem mesmo a crise que assola os paises ricos que adotaram o breviário neoliberal contém essa gente.
                                  Os US enfrentam a maior crise desde a Depressão dos anos 30 do século passado. A União Europeia vê seus membros se debaterem para evitar a falência e os seus povos nas ruas a protestar contra a retirada de seus direitos e conquistas centenárias, lançados ao cruel desemprego.
                                   Tudo isto causado pela supremacia daquilo que mal se define como “mercado”. Este que iria promover a felicidade de todos: se desregulado e se deixado às suas próprias leis; se privatizados os bens públicos; se deixados os pobres à sua triste sorte e ao desemprego.
                                 Pois bem, da débâcle se salvaram da crise provocada pelos paises ricos,  aqueles paises que não embarcaram no neoliberalismo. O Brasil se salvou ao descartar o Consenso de Washington e ao fugir da ALCA, contrariando os neoliberais encastelados no PSDB e os eternos “especialistas” de plantão na mídia, também conhecidos como urubolinos.
                                   A política neoliberal tucana deixou cicatrizes na nossas economia e soberania ao retardar o crescimento do país e ao alienar empresas públicas estratégicas. Ainda bem que foi possível salvar algumas como o Banco do Brasil e a Petrobrás, esta, porém, mutilada com a alienação de suas subsidiárias.
                                Para a gente sentir o que representaram essas idéias neoliberais  nos USA e ainda defendidas pelas correntes políticas da oposição no Brasil, transcreve-se um pequeno trecho do livro “O Mundo em queda livre” do economista americano Joseph E. Stiglitz, sob o subtítulo

                                    “Segurança e direitos”

“Uma dimensão importante do bem-estar-social é a segurança. O padrão de vida da maioria dos americanos, sua sensação de bem-estar, baixou mais do que as estatísticas da renda nacional (renda familiar mediana) parecem indicar até certo ponto por causa do aumento da insegurança. Os americanos se sentem menos seguros a respeito do trabalho, sabendo que se perderem o emprego, perderão também o seguro de saúde. Com a forte subida dos custos educacionais, sentem-se menos seguros a respeito da capacidade de dar aos filhos uma educação compatível com as aspirações. Com a poupança para a aposentadoria minguando, sentem-se menos seguros de ter tranquilidade na velhice. Hoje grande parcela dos americanos também não consegue conservar suas casas....                              Ao longo dessa recessão, 2,4 milhões de pessoas perderam seu seguro de saúde por ter perdido o emprego. Para esses americanos é como viver a beira do precipício”.
                                Quem não se lembra como a gente vivia, aqui no Brasil, à época do governo do FHC, o príncipe dos sociólogos?   Era o desemprego em alta, os salários congelados, o salário mínimo minguando, os funcionários públicos, que perderam a estabilidade, perseguidos e estimulados a se aposentar mesmo sem tempo; as empresas públicas esvaziadas e preparadas para alienação, o Estado mínimo e, em resumo, pior no nosso país do que hoje Stiglitz aponta nos USA: era a insegurança.
                                O “mercado” tão decantado só fez mergulhar o país na pobreza e suportar a sua maior dívida externa e a desorganização da economia interna.
                               Neste momento no qual recrudescem os ataques contra o governo federal e contra o Partido dos Trabalhadores, impõe advertir sobre o perigo da ressurgência da ideologia neoliberal que, cada vez mais, utiliza a mídia golpista e seus métodos criminosos para captar adeptos, na sua maioria inocentes úteis da classe média..


VHCarmo.

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