A triste figura de Aécio Neves.
Esperava-se de Aécio
Neves uma postura de estadista em razão do posto que pretendera ao se
candidatar à Presidência do Brasil. No
entanto o que se viu, no seu regresso ao Senado, foi uma triste figura,
bradando um discurso, além de medíocre,
repassado de intolerância e mágoa disfarçada.
Ao dizer-se, com ênfase exagerada e
extemporânea, que cumprirá nova agenda de oposição, simplesmente deixa entender
que vai partir para renovados ataques ao Governo, como se oposição não fora a sua missão de
chefe partidário e sabedor das regras da ética política. Será que pretende mais do que lhe cabe neste
posto? Até que ponto? Teria dado ouvidos ao discurso golpista de sua
comitiva?
Ao se pronunciar sobre
a proposta de diálogo da Presidente Dilma, o Senador gritou que imporá
condições para isto. Ora, diálogo sob
condições que previamente se exige é algo incompreensível ou, então, não é
diálogo o que pretende o neto de
Tancredo Neves.
O que se esperava de um
candidato derrotado era a exaltação do regime democrático, o reconhecimento da
vitória da adversária e uma manifestação de respeito aos que nela votaram. Não, aos microfones Aécio veiculou ameaças e,
sem pejo, declarou que sua derrota valia
mais do que a vitória de Dilma que, segundo suas palavras: ela “ganhou perdendo”,
enquanto ele “perdeu ganhando”.
Aécio se diminuiu. Seu avô Tancredo, embora conservador, primava
pela sua compostura ética e ocupou altos cargos na República com dignidade. Onde estiver o velho Tancredo deve estar
perplexo com a postura de seu neto.
Aliás, não só o avô, como uma galeria de políticos mineiros, vivos ou mortos
entre eles JK, devem estar incomodados com a mediocridade do Candidato que fez
aquelas declarações antiéticas e despropositadas num momento próprio para
celebração política.
Há outro aspecto que
diminui também o Senador Aécio e pretenso estadista é ter utilizado e
endossado, sem escrúpulos, as ações criminosas de uma certa mídia, encabeçada
pela Revista Veja e a Rede Globo para tentar a vitória eleitoral. Aécio usou até falsa pesquisa em seu último
programa político para o mesmo objetivo.
Evidentemente estas
atitudes o marcarão em outras disputas eleitorais, pois ele demonstrou ser um
contendor sem princípios éticos. Aliás, as declarações odiosos do Senador não têm precedentes em ocasião como esta.
Espera-se que Aécio
sendo ainda relativamente jovem possa se redimir como político e obter, quem
sabe, o reconhecimento do glorioso
Estado de Minas Gerais que tantos políticos éticos promoveu na nossa República.
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VHCarmo.
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