segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A VITÓRIA ELEITORAL EM QUESTÃO....


                                                        A VITÓRIA ELEITORAL EM QUESTÃO


O significado da reeleição da Presidente Dilma, transcende à simples vitória eleitoral, uma vez que se travou no pleito uma   luta que tem, por um lado, a prevalência do capitalismo democrático do governo  e do outro a tentativa da reinstalação do capitalismo de mercado desregulado.

 Do primeiro lado, o do  governo, tem por base a inclusão social do povo pobre, as liberdades democráticas, a aceleração das obras de infraestrutura do país e a permanência das instituições populares democráticas,  mantidas na economia e na busca da diminuição constante da desigualdade.

O candidato da oposição sustentou e tinha como base de seu discurso a desregulação do Mercado e a exclusão dos mecanismos da intervenção regulatória na economia. Isso implicaria, como ele mesmo deixou claro, montar o Estado mínimo liberal, desnacionalizado com a reimplantação do neoliberalismo de FHC  de triste memória.

Aécio Neves trazia à sua ilharga ninguém menos do que o  economista Armínio Fraga, para futuro Ministro, que foi o antigo agente de Soros,  o maior especulador do mercado mundial.  Fraga foi o mesmo economista que no governo de Fernando Henrique presidia o Banco Central e a Fazenda  quando, por três vezes, o Brasil quebrou, atingiu os recordes de 45% dos juros Selic. e o maior índice de desemprego da nossa história moderna. Foi em sua gestão que o país rendeu-se ao FMI ao qual se socorria para fechar suas contas e que mantinha escritório em Brasília para monitorar a economia do país, cuja dívida externa orçava pelos 30 bilhões de dólares e cuja dívida interna de mais de 80% do PIB era dolarizada. As dívidas comprometiam a nossa soberania, cerceando nossa capacidade de decidir sobre a economia do país.

Os métodos usados para tentar mudar o rumo do nosso capitalismo democrático e social e de nossa economia, através do processo eleitoral ora findo, revestiu-se de ações criminosas com a ajuda da mídia golpista. O que fizeram não há necessidade de descrever aqui, as pessoas, de boa-fé e minimante informadas observaram a atuação dos Jornalões, das Revistas (com a Veja à frente) das televisões e seus noticiários. Foi um triste espetáculo desenvolvido sem a mais mínima ética e com estranhas manifestações de ódio partidário e discursos repassados de mentiras  e omissões.

O que pretendem os neoliberais?   Pretendem impor ao nosso país a “austeridade” para maximizar os lucros do Mercado com o sacrifício das classes mais pobres, dos operários e da classe média com o desemprego e o congelamento dos salários e pensões.  Isso foi feito na Europa e o Velho Mundo atravessa talvez a maior crise da sua história.  Os Estados Europeus mediterrâneos e os do Leste registram o maior desemprego e pobreza nos tempos modernos, os demais estagnaram-se.  Tudo para resgatar os bancos falidos e fazer lucrar o Mercado desregulado.  

Pergunta-se:  é isto que a gente quer?    Ou, o  que a gente queria?  Foi um pleito difícil, mas uma vitória muito importante, decisiva para o nosso futuro a  médio e longo prazo, bem como  a forma mais democrática de enfrentar a crise que assola o mundo capitalista, preservando a nossa democracia, implementando medidas de distribuição de renda, inclusão social e eliminação das desigualdades, mantendo o nível elevado do emprego..

A oposição, após a derrota, se aproxima perigosamente do jogo do  golpismo da mídia, num terceiro-turno antidemocrático que o país já não mais suporta.    Por aí se vê como agem os próceres dessa oposição (sempre com o FHC à frente), sem a menor grandeza política e ética, mergulhados num  mar de ódio antipopular  e  impatriótico.     Não lhes repugna lembrar dos negros tempos da ditadura militar e  parece deseja-los.

 É  importante refletir sobre tudo isto quando a mídia se esmera em pregar e incentivar a ruptura da legalidade, pois o que verdadeiramente  pretende é recolocar no comando do país os neoliberais e o Mercado desregulado, sem avaliar a perda da liberdade e da democracia.

VHCarmo.    

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