quarta-feira, 24 de junho de 2015

O PERIGO DO RETROCESSO COLONIAL...


                  Perigo da regressão colonial.

No passado tivemos no Brasil intelectuais voltados para a nossa realidade e para a complexidade da nossa formação, principalmente após o advento da Revolução de 30, a exemplo de Caio Prado Junior, Darcy Ribeiro, Nelson Verneck Sodré, Celso Furtado e outros.

A complexidade da formação do nosso povo - a partir daquela revolução - se acentuava, desmanchando aquele quadro de desigualdade da população que em sua maioria vivia, na República Velha, onde ainda prevalecia o regime colonial escravocrata. 

Com o crescimento da população urbana e da miscigenação, originária da exploração colonial de mão de obra escrava negra, o país vê, então, acentuar sua vocação de nação e a insurgência interna contra a desigualdade pontuada por movimentos e  nomes respeitáveis. 

Os intelectuais de então- em sua maioria - se voltaram para o debate das questões internas no combate a desigualdade e nas lutas ligadas à liberação dos vínculos da dependência externa.    Foi o tempo da Aliança Libertadora da atuação do Partido Comunista Brasileiro e posteriormente, após o ressurgir da violência da ditadura militar, encontrou a resistência democrática.

Hoje, estamos carentes de intelectuais que se voltem para estas questões que são cada vez mais atuais.  Alguns pobres pensadores se voltam para utopia e o voluntarismo estéril.

Aos “trancos e barrancos” a luta contra desigualdade e a afirmação da independência nacional levou o país estar entre as 10 maiores economias do mundo e ser o campeão da eliminação da fome, diminuição da desigualdade e da promoção de grande camada do nosso povo a patamares elevados de classe média.

A carência de intelectuais influentes e voltados para o país e, por outro lado, o fortalecimento da resistência conservadora, aponta para o perigo de um retrocesso colonial.    Não só pela a ausência de intelectuais e de políticos de vocação nacionalista, mas, também e, sobretudo, pela intensa ação impatriótica da mídia monopolista  conservadora  que impede não só as reformas necessárias, mas patrocina verdadeira contrarreforma, em curso no parlamento.

Retrocesso colonial no sentido de restabelecer os vínculos com as potências econômicas hegemônicas do imperialismo, o abandono das nossas zonas de influência externa e o consequente empobrecimento do país e do nosso povo.  Este perigo nos ronda.

A  liderança atuante que nos resta, nascida no meio do povo, é a do ex-presidente Lula que passou a ser o alvo da reação que atiça contra ele a extrema direita fascista instalada no Judiciário.

Há que conscientizar o nosso povo deste perigo, principalmente a nossa juventude, sempre generosa, para sair em defesa da pátria ameaçada.

VHCarmo.

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