segunda-feira, 30 de abril de 2012

GILMAR MENDES. E DEMÓSTENES....




                          Não só as querelas, ofensas pessoais com insinuações de irregularidades nos julgamentos entre ministros tem tornado o Supremo Tribunal Federal vulnerável a críticas e  uma verdadeira casa de desentendimentos.  
                                O Ministro  Gilmar Mendes é aquele cuja atuação  tem  sido motivo de desprestígio do Tribunal Federal. Foi Gilmar quem  criou uma instância especial para julgar o  escroque internacional Daniel Dantas ao salvá-lo da prisão com dois hábeas-corpus “inovadores”.  Um deles já fora ajuizado no STJ e estava pendente de julgamento; para o outro o Ministro “criou” uma instância especial no Supremo, cujo pedido sequer fora formalizado na Corte.   
                             Aliás, quando preso, o banqueiro Dantas escarneceu do Juiz que decretara a sua prisão e da Polícia Federal  que o prendera, dizendo que “lá em cima, a gente resolve tudo”.  Lá em cima estava e está  o Ministro Gilmar Mendes que pelas madrugadas salvou o banqueiro mafioso.  
                            Gilmar  é o mesmo Ministro que inventou um “grampo sem áudio” de um telefonema dele com ninguém menos do que o “honestíssimo” Senador da República Demóstenes Torres, porta-voz da moralidade no Senado.
                              A ligação do Ministro com Demóstenes e Carlos Cachoeira veio a ser descoberta pela Polícia Federal. 
                     O Ministro Gilmar é o Demóstenes do Supremo Tribunal Federal.
Olhem só:

Publicado em 28/04/2012  no Jornalão “Estado de São Paulo”.



Em uma conversa entre o senador Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira, gravada pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo, o parlamentar afirma a Cachoeira que ter trabalhado junto com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes para evar à máxima corte do país uma ação bilionária envolvendo a Companhia Energética de Goiás (Celg). No diálogo, que durou pouco menos de quatro minutos e ocorreu no dia 16 de agosto de 2011, Demóstenes demonstra intimidade com o ministro ao tratá-lo apenas como “Gilmar”.

“Conseguimos puxar para o Supremo uma ação da Celg aí, viu? O Gilmar mandou buscar. Deu repercussão geral pro trem aí”, contou o senador, referindo-se a um instrumento processual que permite aos ministros escolherem os recursos que vão julgar de acordo com a relevância jurídica, política, econômica ou social.T

Considerada por muitos políticos goianos má “caixa preta” do governo do Estado, a Celg estava imersa em dívidas que somavam cerca de R$ 6 bilhões. Demóstenes avaliou a Cachoeira que Gilmar Mendes conseguiria abater cerca de metade do valor com uma decisão judicial. “Dependendo da decisão dele, pode ser que essa Celg… essa Celg se salva (sic), viu?”, disse. “Eu acho que esse trem pode dar certo, viu?ele que consegue tirar uns dois… três bilhões das costas da Celg. Aí dá uma levantada, viu?”

Ao que Cachoeira responde: “Nossa senhora! Bom pra caceta, hein?”

Demóstenes e Gilmar Mendes foram motivo de polêmica quando, em 2008, a revista Veja publicou uma reportagem com uma suposta conversa entre ambos que teria sido grampeada ilegalmente. Os dois confirmaram a existência da conversa, mas a revista nunca publicou o áudio do diálogo.

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VHCarmo. 

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